No dia de hoje, o IBOVESPA sustentado pelos commodities, fechou em forte alta de 2,13% e aos 55.519 pontos recuperou as baixas ocorridas na semana nas duas sessões anteriores. Não obstante as boas referências externas, o resultado favorável deveu-se principlamente a indicadores internos. Como ótima noticia, o IGP-M apresentou a menor variação desde abril/2006, o que reforçou os sinais de desaceleração inflacionária, e a repercussão trouxe ganhos aos ativos dos bancos e setor de consumo, enquanto a recuperação dos papéis de Petrobras, Vale e siderúrgicas deu amplitude à variação do Ibovespa, sustentada pela alta do petróleo e alguns metais básicos.
Em Wall Street bem como as principais bolsas norte-americanas, encerraram em alta no dia de hoje, animaram os investidores os sinais positivos do setor industrial nos EUA e o forte desempenho do setor financeiro. Ao final da tarde, as agências de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac anunciaram a colocação no mercado de US$ 3 bilhões em dívida de curto prazo, o que levou os papéis das duas companhias a encerraram com forte valorização, a primeira com um avanço de 14,95%, e a segunda com ganhos de 19,65%. Na mesma mão e acompanhando o otimismo, valorizaram também as ações da AIG (+1,83%), Bank of America (+2,17%) e Citigroup (+1,57%). Na outra mão, afetadas pela cotação do petróleo, as aéreas Delta e UAL, controladora da United Airlines, caíram 7,81% e 11,39% respectivamente.
O Petróleo, manteve hoje a trajetória de alta nos mercados internacionais, na sua terceira sessão consecutiva em resposta ao significativo decrescimo dos nives de estoque norte-americanos, e segue a ameaça do furacão Gustav, que já atingiu o Haiti e poderá chegar ao Golfo do México, responsável por mais da metade da produção norte-americana. Em Nova York fechou cotado a US$ 118,33 , alta de 1,77% sobre o encerramento de ontem. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 114,02, caracterizando uma alta de 0,28% em relação ao último fechamento.
Indices Internacionais
Dow Jones alta de 0,79%
Standard & Poor’s 500 alta de 0,80%
Nasdaq alta de 0,87%
FTSE 100 alta de 1,05%
Nikkei queda de 0,20%
Merval queda de 0,11%
No mercado doméstico, as maiores perdas forma TAMM PN (3,94%), Aracruz PN (2,65%), Eletropaulo PNB (2,16%), Klabin PN (1,41%). Maiores altas Banco do Brasil ON (5,413%) , Eletrobras PNB (4,88%) , GRAFISA ON (4,79%), Rossi Resid ON (4,06%) e VALE PNA ( 4,03%).
No mercado de câmbio, dolar comercial fechou cotado a semana cotado a R$ 1,6200 para a compra e R$ 1,62,20 a venda, ou seja, com queda de 0,61% em relação as cotações de ontem. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou estável no dia e foi negociada a R$ 1,8000.
"Desde o início da recente derrocada do mercado doméstico, os papéis das siderúrgicas não ocupam mais a liderança do Índice Bovespa em performance acumulada. Agora figuram entre os ativos mais penalizados nos últimos meses. Olhar para a atual situação do mercado brasileiro de aço, no entanto, não condiz com tal enfraquecimento. A demanda doméstica surpreende a cada relatório do setor divulgado, sendo que as exportações vêm perdendo espaço para o abastecimento dos consumidores internos.Com a relação estreita entre oferta e demanda e o mercado doméstico blindando as companhias de potenciais turbulências na demanda internacional, a perspectiva segue de preços elevados para o aço. Mas ações de Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3), que chegaram a acumular valorizações superiores a 60% no ano antes do recente solavanco do mercado, agora parecem bem sobrevalorizadas frente ao cenário do setor. Melhor mercado do mundo A solidez do mercado doméstico parece continuar a mesma. Para os analistas do Citigroup, o mercado brasileiro de aço atualmente mostra os melhores fundamentos do mundo. A demanda é crescente e a estrutura de participantes mostra um oligopólio bem definido. Não há interferência governamental, os custos produtivos são relativamente baixos e, para fechar, não há competição significativa com produtos importados. Assim fica difícil apostar em uma redução no preço interno do aço em 2009. Para o Citi, o valor do produto tende a avançar cerca de 10% no próximo ano. Olhar para a avaliação do UBS torna consensual esta perspectiva: o banco suíço destaca que o custo marginal de produção segue alto, o que tende a favorecer preços altos ao aço." Fonte : Roberto Altenhofen Pires Pereira – InfoMoney
alta de 2,13 – 55.519 O volume financeiro foi de R$ 3,58 bilhões. (Gráfico e análise abaixo)
- PETR4 alta de 2,95% – 35,20 ( Movimento lateral, sinaliza LTA. Próx SUP 34,70, Próx RES 35,38)
- VALE5 alta de 4,03% – 38,50 ( Movimento lateral sinaliza LTA. Próx SUP 37,15, Próx RES 38,50)
- GGBR4 alta de 2,34% – 29,68 ( Movimento lateral, sinaliza LTA. Próx SUP 29,28, Próx RES 29,96)
- BBAS3 alta de 5,41% – 23,40 ( Movimento lateral, sinaliza LTA. Prox SUP 22,19, Próx RES 23,40) Recuperou o que perdeu nos últimos 2 dias.
- ITAU4 alta de 1,09% – 30,53 ( Movimento lateral, tendência indefinida. Próx SUP 30,00, Próx RES 30,87)
- CSNA3 alta de 2,78% – 55,50 (Movimento lateral, sinaliza LTA. Próx SUP 54,21, Prox RES 55,93)
Deixou um Gap de baixa em aberto no dia 04/08 em R$59,07.
- USIM5 alta de 1,95% – 55,50 (Movimento lateral, tendência indefinida. Próx SUP 54,18, Próx RES 55,86).
Deixou um Gap de baixa em aberto no dia 04/08 em R$65,23.
IBOV – Com forte alta de 2,13% rompeu a RES do corredor de baixa e sinalizou novamente LTA. Retomou o patamar dos 55.000 pontos mais precisaente 55.519. Vale , o Ibovespa deverá necessariamente ultrapassar os 56.430 pontos, deixando definitivamente para trás a LTB (Linha de Tendência de Baixa) instaurada em 29 de maio. O próximo SUP forte na casa dos 53.000 pontos ocorrido em 11 de setembro de 2007 e 23 de janeiro de 2008.
Próximo SUP 54.152 e próxima RES 55.088 – ambos traçados no gráfico.

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