Mercado 15 de setembro 17:30
A semana inicia caótica para os mercados, num tipico "bear market", com o verdadeiro colapso do sistema financeiro norte-americano trazendo prejuízos ao redor do mundo. Em menos de 24 horas, foi anunciada o maior pedido de concordata já anunciado nos USA, o do combalido Lehman Brothers ( com dividas superiores a US 639 bilhões), sendo credores diversos bancos japoneses. Somado a compra do Merryl Linch pelo Bank of America, o socorro de US$ 20 bilhões que a gigante AIG conseguiu, e o anuncio de medidas dos Bancos Centrais FED e Europeu, para prover liquidez. Somado a tudo isto , fica a expectativa pessimista dos investidores com novos potenciais candidatos a "quebras". Enorme queda no petróleo empurrou para baixo as cias energéticas. Com tudo isso , muitos investidores estrangeiros liquidaram suas posições nos mercados emergentes, o que impactou mais nos ativos com maior liquidez, como Vale, Petrobras, siderúrgicas e os grandes bancos e o que aconteceu por aqui foi a derrocada do Ibovespa, marcando a maior queda desde 11 de setembro de 2001, quando ocorreram os históricos atentados nos USA. O Ibovespa encerrou aos 48.416 pontos desabando 7,59% sobre o fechamento da última sexat feira, perdendo tudo que havia recupererado nos 3 pregões de alta na semana passada. De forma inevitavel, o cambio teve forte alta.
Segue abaixo resumo de informações sobre os acontecimentos do mercado de hoje bem como a análise de técnica de ativos.
Em Wall Street bem como as principais bolsas norte-americanas, em dia de caos despencaram quase 5%. Com o o quarto maior banco de investimentos dos EUA, depois de 158 anos de história, entrou com pedido de falência, o maior já anunciado nos Estados Unidos, com dívidas superiores a US$ 639 bilhões. Também sofrendo as conseqüências do colapso imobiliário nos EUA, a AIG (American International Group) solicitou pela manhã ao Federal Reserve um empréstimo-ponte de US$ 40 bilhões, como solução à recuperação contábil. Como resposta, as ações da companhia encerraram com forte queda de 60,79%. Pela tarde, a companhia recebeu permissão do governo de Nova York, para ter acesso a até US$ 20 bilhões em capital de suas próprias subsidiárias para cobrir suas necessidades nas operações diárias. Também no setor financeiro, os ativos do banco Merrill Lynch agüentaram firme e, depois de permanecerem em alta, encerraram o pregão praticamente estáveis, após o Bank of America (-21,31%) adquiri-lo pelo montante de US$ 50 bilhões, em operação de permuta de papéis.
O Petróleo, a concordata do Lehman Brothers e a diminuição da ameaça de danos às refinarias norte-americanas no Golfo do México por parte do furacão Ike nortearam o preço da commodity, que manteve a trajetória de perdas e volta a fechar em queda nos mercados internacionais O contrato com vencimento em outubro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 94,29 configurando uma enorme derrocada de 6,81% em relação ao fechamento anterior. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 90,12, derrocada de 5,18% em relação ao último fechamento. A variação no ano reverteu e passou para negativa em 3,22%, em relação ao encerramento de 2007 cotado a US$93,89 por barril em Londres.
Indices Internacionais
Dow Jones queda de 4,42%
Standard & Poor’s 500 queda de 4,71%
Nasdaq queda de 3,60%
FTSE 100 queda de 3,92%
Nikkei Feriado na Asia
Merval queda de 3,92%
No mercado doméstico, as maiores perdas ficaram por conta da BMF Bovespa ON ( 13,93%), Petrobras ON ( 9,95% ), Vale PNA ( 9,87% ), Petrobras PN ( 9,97% ) Brasil T Part PN ( 9,69 % ) e assim por diante .
No mercado de câmbio, graças as turbulências que acarretaram o pânico e num já esperado movimento de aversão ao risco nova alta foi inevitável. O dolar comercial fechou cotado a R$ 1,8100 para a compra e R$ 1,8212 para a venda, com forte alta de 1,744% em relação ao último fechamento. No mercado paralelo, a moeda norte-americana se manteve estável e foi negociada a R$ 1,9500, representando agio de 7,68% em relação ao dolar comercial. Com este avanço, o dólar acumula valorização de 10,89% em setembro, é a valorização acumulada no ano de 2,08%.
queda de 7,59% – 48.416 pontos O volume financeiro foi de R$ 6,47 bilhões. (Gráfico e análise abaixo)
- PETR4 queda de 9,70 – 29,80 ( Inverteu e estabeleceu LTB quase retornado ao canal de baixa. Próx SUP 29,00, próx RES 31,68)
- VALE5 queda de 9,87% – 33,62 ( Retornou ao canalde baixa. Próx SUP 33,36, próx RES 36,20) Perdeu o que acumulou na semana passada.
- GGBR4 queda de 8,47% – 23,46 ( Retornou ao canalde baixa. Próx SUP 24,95, próx RES 26,04) Perdeu o que acumulou na semana passada.
- BBAS3 queda de 8,86% – 20,46 ( Voltou firme em canal de baixa. Prox SUP 20,40, próx RES 21,70).
- ITAU4 queda 6,63% – 28,85 ( Voltou ao canal de baixa. Próx SUP 28,45, Próx RES 30,30)
- CSNA3 queda 9,32% – 46,11 (Inverteu e estabeleceu LTB quase retornado ao canal de baixa. Próx SUP 43,35, Prox RES 49,99)
Deixou um Gap de baixa em aberto no dia 04/08 em R$58,88.
- USIM5 queda de 7,15% – 42,71 ( Firme em canal de baixa. Próx SUP 42,31, Próx RES 44,57).
Deixou um Gap de baixa em aberto no dia 04/08 em R$64,01.
IBOV – Desabou 7,59% e fechou aos 48.416 pontos, perdendo tudo o que acumulou nos últimos 3 pregões da semana passada, perdendo num só dia vários patamares e seguindo firme no canal de baixa.
Próximo SUP 48.423 pontos e a próxima RES 52.385


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