Pelas mesmas razões de ontem, as incertezas perante o pacote socorro de US$700 bilhões, na forma bem como seu tempo de aprovação, trouxeram hoje um mercado com tendencia indefinida. O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e o Secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, novamente pediram ao congresso, pela rápida aprovação do plano anti-crise, afirmando que caso isso não ocorra, mais falências virão à tona. No mesmo caldeirão, outra questão é a luta política em plena campanha eleitoral, onde os democratas querem deixar claro que a administração Bush foi responsável por esta crise, e que não vão passar um cheque em branco à Casa Branca para "salvar os especuladores de Wall Street", argumento de forte apelo popular e que pode render algus pontos a Obama. Dentro deste furacão, todos concordam que o socorro deve vir, a forma e quando é que é a dúvida. O que se sabe, é que deve ser breve, pois o tempo é curto e o Congresso norte americano entra em recesso na próxima sexta-feira por conta das eleições, e os investidores aguardam o pronunciamento do presidente Bush sobre o assunto, marcado para às hoje , as 22h (horário de Brasília). Por aqui, o desempenho positivo do Índice Bovespa que se afastou dos resultados exeternos, pode ser atribuído à breve recuperação das blue chips atreladas ao mercado de matérias-primas. Mesmo após a virada para baixo do petróleo após a divulgação do relatório semanal de estoques norte-americanos no decorrer do dia, os ativos da Petrobras configuraram forte alta, que foram acompanhada pelos papéis da Vale e siderúrgicas, em recuperação às duras perdas de ontem, que sob o resultado destes papéis fechou com valorização de 0,50%, a 49.842 pontos, com baixo volume financeiro de R$ 4 bilhões.
Com as mesmas incertezas, continuamos no aguardo para ver o que acontece.
Em Wall Street bem como as principais bolsas norte-americanas, encerraram o dia de hoje sem tendencia definida, marcada pelas mesmas razões de ontem, ou seja, a indefinição sobre o pacote anti-crise. Ben Bernanke, presidente do Fed, e Henry Paulson, secretário do Tesouro norte-americano, pediram novamente hoje uma rápida aprovação do pacote socorro, sob pena de que possam ocorrer ainda mais falências. Neste cenário, os papéis de JP Morgan Chase (-0,15%), Citigroup (-5,15%) e Morgan Stanley (-11,46%) acumulando mais perdas no pregão. Na outra mão, por conta do investimento de US$ 5,00 bilhões do megainvestidor Warren Buffett no Golden Sachs, garantiu hoje ao banco uma diparada de 6,36% no valor dos seus ativos.
O Petróleo, após a divulgação pelo governo norte americano sobre a redução da demanada e os estoques subindo, a commoditie voltou a cair tanto em Wall Strett quanto em Londres. O contrato com vencimento em outubro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 105,48, com queda de 1,06% em relação ao último fechamento. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres recuou para os US$100,96, queda de 0,72 em relação ao fechamento de ontem. Com o desempenho negativo no dia, o petróleo acumula forte baixa de 10,08% neste mês de setembro, e a variação acumulada no ano está positiva em 7,27%.
Indices Internacionais
Dow Jones queda de 0,27%
Standard & Poor’s 500 queda de 0,20%
Nasdaq queda de 0,11%
FTSE 100 queda de 0,79%
Nikkei alta de 0,20%
Merval queda de 0,05%
No mercado doméstico, as maiores altas ficaram por conta da Copel PNB ( 4,80% ), Brasil Telcom PN ( 3,88% ), Nossa Caixa ON ( 3,74% ), Petrobras PN ( 3,73% ) e Embraer ON ( 3,64% ). As maiores perdas ficaram por conta da Cosan ON ( 8,54% ), Rossi Resid ON ( 7,86% ), Lojas Americanas PN ( 7,26% ), Pão de Açucar PN ( 6,52% ) e Duratex PN ( 6,30% ).
No mercado de câmbio, novamente sob reflexo do pessismismo e desconfiança dos investidores por conta do famoso pacote, manteve a tendencia de ontem e fpresentou nova alta. O dolar comercial fechou cotado a R$ 1,8490 para a compra e R$ 1,8510 para a venda, com forte alta de 1,20% em relação ao último fechamento. No mercado paralelo, a moeda norte-americana se manteve estável e foi negociada a R$ 2,0000, representando agio de 08,17% em relação ao dolar comercial. Com mais este avanço, o dólar acumula valorização de 13,21% em setembro, e valorização acumulada no ano recupera os 4,42%.
queda de 3,78% – 49.593,17 pontos O volume financeiro foi de R$ 5,35 bilhões. (Gráfico e análise abaixo)
Segue ao lado da analise dos ativos, os topos históricos com valor e data para referência.
- PETR4 alta de 3,73% – 34,49 ( Movimento lateral. SUP 33,89, RES 35,05 ) Esteve a 53,68 em 31/05
- VALE5 alta de 1,88% – 34,15 ( Em LTB quase retornando ao canal de baixa. SUP 33,36, RES 34,49) Esteve a 59,22 em 19/05
- GGBR4 queda de 0,94% – 23,18 ( Em LTB, movimento lateral. SUP 22,94, RES 24,20) Esteve a 42,64 em 29/05
- BBAS3 alta de 0,32% – 22,20 ( Movimento lateral. SUP 21,70, RES 22,82). Esteve a 32,01 em 30/05
- ITAU4 queda de 0,67% – 29,80 ( Em LTB, movimento lateral. SUP 29,71, RES 31,20) Esteve a 41,88 em 02/05
Deixou um Gap de alta em aberto em 19/09 em R$ 29,50.
- CSNA3 alta de 2,17% – 47,06 (Em LTB, movimento lateral. SUP 46,20, RES 48,20) Esteve a 86,30 em 19/05
Deixou um Gap de baixa em aberto no dia 04/08 em R$59,12 e em 19/08 em R$45,86.
- USIM5 queda de 1,79% – 43,36 ( E, LTB, movimento lateral. SUP 43,21, RES 45,37). Esteve a 93,92 em 19/05
Deixou um Gap de baixa em aberto no dia 04/08 em R$63,90 e em 19/08 em R$39,80.
IBOV – Subiu aos 50.747 pts ( 2,30%) nos primeiros 10 minutos do pregão. Caiu até as 11:00 para 49.600 pts e voltou a subir 50.614 pts as 11;40. A partir dai entrou em corredor de queda e fechou aos aos 49.842 pts, com leve alta de 0,50%.
Próximo SUP 49.598 pontos e a próxima RES 50.747 pontos.

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