Mercado 03 de outubro 17:30
No inicio da tarde de hoje, a Casa dos Representantes aprovou o pacote anti-crise por 263 votos a favor e 171 contra, com a maioria das rejeições vindas por parte de congressistas Republicanos, tal como aconteceu na primeira votação do projeto, na última segunda-feira. A urgência com que o governo tem tratado a questão, deu velocidade anormal ao processo, pois em menos de uma hora após a aprovação pela Casa dos Representantes, a medida votada virou lei com a sanção do presidente George W. Bush. De forma imprevisível, a aprovação e sanção do tão esperado e propalado pacote não foi suficiente para animar os mercados, que de forma ironica hoje abriram com ganhos na expectativa da aprovação, sendo que após a mesma, os principais índices do mercado norte-americano mostraram forte volatilidade na sessão e registraram queda ao final do dia. Para analistas, os sinais persistentes de que a maior economia do mundo caminha para uma recessão e as dúvidas sobre a implementação do pacote ainda justificam nervosismo. No mesmo sentido, o Ibovespa reverteu a alta apresentada durante toda a manhã, que chegou a mostrar valorização de práticamente 4% até o meio dia, quando reverteu com a sinalização vinda de fora amplificada pelo noticiario a cerca do prejuízo de R$ 1,95 bilhão da Aracruz com operações de derivativos cambiais. Finalizou o pregão de hoje com perda de 3,53% em relação ao fechamento de ontem, aos 44.158 pontos, na sua pior semana do ano, que acumulou a expressiva perda de 12,34%, com nova alta do dolar comercial, hoje de 1,24%.
Confirma-se novamente o que eu comentei ontem, ou seja, que a análise gráfica, a análise técnica e a lógica estão servindo para muito pouco, os movimentos continuam absolutamente imprevisíveis, restando das questões de ontem ainda a resposta se o pacote aprovado será suficiente ou não para establizar os mercados.
Em Wall Street bem como as principais bolsas norte-americanas encerraram com queda, parece que sob um certo pessimismo sobre a eficácia do plano. Os dados econômicos divulgados colaboraram para o clima tenso. Foram divulgados importantes indicadores acerca do mercado de trabalho nos EUA, com destaque para a redução de 159 mil vagas em setembro e para a conservação da taxa de desemprego em 6,1%. Na outra mão, informações sobre possível aquisisão do Wachovia pelo Wells Fargo, trouxeram valorização ao primeiro de 58,82%.
Indices Internacionais
Dow Jones queda de 1,50%
Standard & Poor’s 500 queda de 1,35%
Nasdaq queda de 1,48%
FTSE 100 alta de 2,26%
Nikkei queda de 1,94%
Merval queda de 0,54%
No mercado doméstico, as maiores altas ficaram por conta da Brasil Telecom PN ( 5,14% ), Lojas Renner ON ( 4,67% ), Cesp PNB ( 4,29% ), Natura ON ( 4,26% ), Souza Cruz On ( 3,67% ). As maiores perdas ficaram por conta da Aracuz PNB ( 24,81% ), BMF Bovespa ON ( 13,69% ), JBS ON ( 11,61% ), VCP PN ( 10,72% ), Unibanco UNT ( 10,08% ).
No mercado de câmbio, repetindo dia de forte nervosismo, a moeda norte americana encerrou com forte alta novamente. O dolar comercial fechou cotado a R$ 2,0440 para a compra e R$ 2,0460 para a venda, com um forte avanço de 1,24% em relação ao último fechamento. No mercado paralelo, a moeda norte-americana se manteve estável e foi negociada a R$ 1,9900, representando um desagio de 2,44%% em relação ao dolar comercial. No mes já acumula alta de 7,35% e no ano acumula 15,20% de valorização.
Queda de 3,53% – 44.517,32 pontos O volume financeiro foi de R$ 5,03 bilhões. (Gráfico e análise abaixo)
Segue ao lado da analise dos ativos, os topos históricos com valor e data para referência.
- PETR4 queda de 3,28% – 31,00 ( SUP 30,60, ) Esteve a 53,68 em 31/05
- VALE5 queda de 1,50% – 28,96 ( SUP 28,57, RES 31,35 ) Esteve a 59,22 em 19/05
- GGBR4 queda de 3,92% – 18,40 ( SUP 18,30, RES 20,59 ) Esteve a 42,64 em 29/05
- BBAS3 queda de 6,40% – 19,00 ( SUP 18,85, RES 21,30 ) Esteve a 32,01 em 30/05
- ITAU4 queda de 7,10% – 27,87 ( SUP 27,80, RES 30,80 ) Esteve a 41,88 em 02/05
- CSNA3 queda de 3,49% – 35,70 ( SUP 34,70, RES 38,63 ) Esteve a 86,30 em 19/05
- USIM5 queda de 4,46% – 34,30 ( SUP 28,57, RES 31,35 ) Esteve a 93,92 em 19/05
IBOV – Abriu em alta e assim foi até as 12:00, quando teve a maxima do dia aos 48.075 pts. A partir dai reverteu a tendencia e entrou em forte canal de quda no intraday, e perdendo 7,39% até o final do pregão, aos 44.517 pts, ou seja, 3,53% abaixo do fechamento do dia do terror da segunda feira.
Próximo SUP 45.158 pontos e a próxima RES 48.075 pontos.


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