Mercado 16 de outubro 17:30
Hoje a volatilidade foi a marca do dia, com os indicadores negativos do setor industrial dos USA ajudaram nas perdas da manhã, e a tarde pesaram os resultados negativos dos Bancos. Mas proximo ao final do pregão, os indices de Wall Sreet bem como as principais bolsas norte-americanas reverteram suas perdas o que ajudou bastante a reduzir as perdas que vinham se abatendo sobre o nosso ibovespa. Os investidores acompanham preocupados e com pessimismo quanto a uma recessão, e com base na expressiva queda no preço do petróleo e números desfavoráveis divulgados por Merrill Lynch e Citi. Também o Citigroup anunciou hoje, que estuda a possibilidade de aquisições diante da deterioração dos ativos norte-americanos. Cooperando para uma alta no índice Nasdaq, a Microsoft afirmou que um acordo com a gigante Yahoo! seria positivo para os acionistas de ambas as companhias, e em resposta, os papéis da segunda subiram 11,5% Por aqui, a forte dependência do mercado de commodities limitou o efeito positivo destes fatores. O petróleo que voltou a despencar em Nova York, derrubou as ações da Petrobras, com mais uma brusca queda dos contratos futuros no mercado internacional, os papéis da Petrobras aumentaram a forte desvalorização já havida ontem e se destacaram puxando o Ibovespa. A queda dos metais básicos incluiu também a Vale entre os destaques negativos. Em queda livre desde a abertura, atigiu a minima do dia as 12:00 horas, aos 33.752, com desvalorização no dia de mais de 8%, recuperou a tarde e acabou fechando com perda no dia de 1,06% aos 36.441 pontos. Na outra positiva mão, os ativos da GOL se beneficiaram e se recuperaram da queda de quase 20% havida ontem e se destacaram como a maior alta de hoje apresentando valorização de 24,32%. Quanto ao dolar, o Banco Central deu continuidade à sua estratégia de equilibrar o câmbio realizando novos leilões o que amenizou o movimento de disparada da manhã, que acabou o dia com pequena valorização de 0,46% fechando aos R$2,1740.
Ainda é cedo para acreditar que apareceu o fundo do poço.
Em Wall Street bem como as principais bolsas norte-americanas reverteram suas perdas ao final do pregão e encerraram em forte alta. Em uma sessão volátil, os investidores acompanham o cenário pessimista diante da uma recessão, bem como a expressiva queda no preço do petróleo e números desfavoráveis divulgados pelo Merrill Lynch e Citi, este último anunciando que estuda a possibilidade de aquisições diante da deterioração dos ativos norte-americanos.
O Petróleo com a continuidade das expectativas em relação a queda da demanada, o preço do petroleo voltou a cair. O contrato no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 69,85, com nova derrocada de 6,29% em relação ao fechamento anterior. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres fechou aos US$68,04, com forte baixa de 2,21% em relação ao último fechamento. No mes de outubro, acumula baixa de 30,99%, e no ano 28,84%.
Indices Internacionais
Dow Jones alta de 4,68% ( no ano perde 35,61% )
Standard & Poor’s 500 alta der 4,25% ( no ano perde 36,65% )
Nasdaq alta de 5,49% ( no ano perde 36,51% )
FTSE 100 queda de 5,35%
Nikkei queda de 11,51%
Merval alta de 0,02%
No mercado doméstico, as maiores altas ficaram por conta da GOL PN ( 24,32% ), Cia Sider Nacional ON ( 17,29% ), TIM PN ( 17,22% ), Telemar ON ( 14,09% ) e Duratex PN ( 12,68%) . As maiores perdas ficaram por conta da Petrobras ON ( 8,67% ), Petrobras PN ( 7,50% ), Itausa PN ( 7,18% ), Unibanco UNT ( 6,12% ) e Itaubanco PN ( 6,09% ).
No mercado de câmbio, o Banco Central deu continuidade à sua estratégia de equilibrar o câmbio realizando novos leilões e amenizando o movimento de disparada da manhã. O dolar comercial fechou cotado a R$ 2,1720 para a compra e R$ 2,1740 para a venda, com pequena alta de 0,46% em relação ao fechamento de ontem. No mercado paralelo, a moeda norte-americana foi negociada a R$ 2,3000, representando um agio de 5,89% em relação ao dolar comercial. No mes acumular alta de 14,06% e no ano acumula 22,41% de valorização.
WINFUT queda de 1,06% – 37.500,00 pontos – Esteve a 77.240 em 29/05 – caiu 51%
Ibovespa queda de 1,06% – 36.441,72 pontos – Esteve a 73.920 em 29/05 – caiu 51% Volume financeiro calibrado pelo vencimento de contratos de índice futuro, foi de R$ 7,68 bilhões. (Gráfico e análise abaixo)
Segue ao lado da analise dos ativos, os topos históricos com valor e data para referência, com % de perda até o dia de hoje.
- PETR4 queda de 7,50% – 22,20 ( SUP 21,11, RES 24,20 ) Esteve a 53,68 em 31/05 – caiu 59%
- VALE5 queda de 2,13% – 23,00 ( SUP 21,10, RES 23,95 ) Esteve a 59,22 em 19/05 – caiu 61%
- GGBR4 alta de 1,79% – 13,08 ( SUP 11,67, RES 13,88 ) Esteve a 42,64 em 30/05 – caiu 70%
- ITAU4 queda de 6,09% – 24,50 ( SUP 22,50, RES 26,70 ) Esteve a 41,61 em 02/05 – caiu 41%
- CSNA3 alta de 17,29% – 29,65 ( SUP 22,61, RES 29,00 ) Esteve a 86,30 em 19/05 – caiu 65%
- USIM5 alta de 1,53% – 27,25 ( SUP 24,40, RES 28,89 ) Esteve a 93,92 em 19/05 – caiu 71%
IBOV – Em queda livre desde a abertura, atigiu a minima do dia as 12:00 horas, aos 33.752, com desvalorização no dia de mais de 8%. Recuperou aproximadamente 5% até 13:30 horas, e andou de lado o resto da tarde, com alguma recuperação na última hora da sessão, quando fechou com perda no dia de 1,06% aos 36.441 pontos.
Próximo SUP 33.752 pontos e a próxima RES 37.393 pontos.


A grande verdade é que os EUA há muito vêem emitindo dólares lastreados no PIB do resto do mundo, assumindo o papel de Banco Mundial para o Desenvolvimento Econômico do Planeta! Até aí, tudo bem, conquanto estes dólares não retornem rápida e vorazmente à origem. Para tanto, era necessário que o dólar fosse estocado em bancos ao redor do mundo, como a moeda forte, para que fosse usada como meio de troca no comércio internacional, sendo novamente estocada no banco do país exportador. Como os EUA saíram vitoriosos da segunda guerra mundial e detentor da bomba atômica, ficou fácil impingir esta credibilidade monetária. No entanto, a partir da unificação da Europa e a criação de uma moeda comum, o Euro, a grande clientela do banco USA, passou a preferir por questões de credibilidade e controle da política econômica e financeira o banco EURO. Em face desta nova realidade monetária, a moeda forte européia passou a ser o Euro, que conseqüentemente deportou o dólar para casa! Isto significou o aumento de dólares em circulação nos USA e conseqüente perda de poder aquisitivo, leia-se inflação, deteriorando o valor dos ativos, frente a uma enxurrada cada vez maior de dólares no mercado americano do norte. A crise nos USA é uma crise de credibilidade monetária, gerada pelo excesso de meio circulante no país. Entendo que a solução adotada pelo governo americano de injetar bilhões de dólares na economia do país irá agravar ainda mais a crise interna, acelerando a inflação e a deterioração dos ativos.
Ass.: Sérgio Beno Malschitzky – Um brasileiro consciente!