Mercado 20 de abril de 2009 – #246

Wall Street novamente sob a influência do temor com bancos.
Lá fóra, um inicio de semana com mercados desanimados, e o temor com bancos voltou ao foco. O Bank of America , que perdeu três quartos do seu valor de mercado no ano passado, não obstante reportar números trimestrais melhores que o previsto ao anunciar um lucro líquido de US$ 4,24 bilhões no primeiro trimestre de 2009, o que valeu para o mercado foi o incremento das reservas para devedores duvidosos não agradou os investidores e fez com que seus papéis desabassem 24,3% , e agravando as preocupações com o setor, o Goldman Sachs disse que as perdas de crédito do Citigroup crescem numa “taxa rápida”. No setor das ‘techs”, o resultado da IBM foi aguardado com ansiedade pelos investidores., vendo seu antigo alvo para aquisição, a Sun Microsystems, acertar sua venda para a Oracle por US$ 7,4 bilhões. Também ganha destaque a oferta de US$ 6 bilhões realizada pela PepsiCo para compra de participação em algumas de suas distribuidoras. Já oPetróleo, em resposta as tensões desabou. em Londres o BRENT fechou a US$ 49,86 (queda de 6,54% ) , e em Nova York fechou cotado a US$ 45,88 por barril ( queda de 8,84% ).


“De acordo com levantamento realizado pela Aon Consulting, entre novembro de 2008 e fevereiro de 2009, o gasto médio mensal por usuário de plano de saúde passou de R$ 103,42 para R$ 118,48, se comparado ao intervalo compreendido entre novembro de 2007 e fevereiro de 2008. Isso acontece porque, diz a pesquisa, com medo de perder o emprego e, em consequência, os planos, mais usuários estariam utilizando os serviços de suas operadoras. “Observamos o incremento da sinistralidade em momentos de crise, em virtude de dois motivos principais. Ocorrem um aumento de estresse, por medo de demissões, o que motiva o aparecimento de outras doenças, e um crescimento de cirurgias e tratamentos eletivos. Muitos funcionários e seus dependentes antecipam procedimentos que estavam sendo postergados, com receio do desemprego”, destaca o vice-presidente da Aon, Marcelo Munerato de Almeida. Nos períodos analisados, o número de exames aumentou cerca de 9,3%, enquanto o de consultas médicas cresceu 8,6%, sendo que, se forem levados em consideração apenas os titulares dos planos, a quantidade de consultas apresentou acréscimo de 12,9%. Diante disso, a consultoria estima que a sinistralidade aumente de 6% para 12% nos próximos 12 meses nos planos de saúde corporativos. Apesar do cenário nada animador, a diretora-executiva da Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Solange Beatriz Palheiro Mendes, não acredita que o aumento na demanda influencie os preços dos seguros para o consumidor. “Não vai haver aumento de preços por conta da elevação da demanda.Agora, o que pode, sim, impactar os preços para o consumidor é a variação dos custos médicos, que, geralmente, são superiores à inflação“, diz. A diretora comentou ainda que os custos dos planos de saúde já são elevados, se comparados à renda da população. Dessa forma, diz ela, um reajuste de preços, por conta de aumento na demanda, tornaria o negócio inviável.”


Por aqui, em véspera de feriado, na cauda do mau humor externo e novamente penalizadas por conta da Vale que foi pressionada pela forte queda nas cotações do metais ), Petrobras puxada pela desvalorização verificada nas cotações de petróleo, e das produtoras de papel e celulose com os ativos da Aracruz e VCP registraram forte perdas depois do UBS rebaixar a recomendação aos papéis, o Deutsche Bank afirmou na última sexta-feira que a demanda da China por papel e celulose pode não ser sustentável. e também reduziu as sugestões. Como se isso tudo não bastasse, somou-se o ervosismo alimentado oelo fraco desempenho do setor de consumo e varejo. Devolvendo boa parte dos ganhos dos últimos dias, oscilando entre os 44.274 pontose os 45.778 pontos, com um volume financeiro expressivo de R$ 5,61 bilhões , o IBOVESPA acabou fechando aos 44.433 pontos, com desvalorização de 2,94% em relação ao fechamento anterior. Em movimento canal lateral, sinaliza LTB, e parece estabelecer uma forte RES nos 46.000 pontos, já testada quatro vezes pelo mercado em um período de cinco pregões.
As poucas altas do dia ficaram por conta da Net PN ( 2,20% ), Gol PN ( 0,95% ), Nossa Caixa ON ( 0,28% ) e Comgas PNA ( 0,12% ). Com perdas generalizadas, as maiores perdas ficaram por conta da Cosan ON ( 8,00% ), VCP PN ( 7,10% ), Cyrela ON ( 6,64% ), Aracruz PNB ( 6,00% ) e Gafisa ON ( 5,85% ).
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Já o dolar comercial, em sua primeira sessão da semana , embalado pelas tensões dos mercados volta a subir. A moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$2,2420, representando uma forte alta de 2,28% em relação ao fechamento anterior, e acumula no mes desvalorizacão de 2,94%, e no ano de 2009 acumula desvalorização de 3,98%. No mercado paralelo se mantve estável nos R$2,4000, representando um ágio de 07,05% em relação ao dólar comercial

IBOVESPA com recuo expressivo na casa dos 44.400 pontos, e os 46.000 pontos parecem ser uma forte RESISTÊNCIA.

INDICES INTERNACIONAIS
Dow Jones - queda de 0,07%
Standard & Poor’s 500 - queda de 4,28%
Nasdaq - queda de 3,88%
FTSE 100 - queda de 2,49%
Nikkei - alta de 0,19%
Merval - queda de 5,20%
WINFUT queda de 3,61% - 5.030,00 pontos - no ano 18,50%.
IBOVESPA queda de 2,94% - 44.433,15 pontos - no ano 18,33%
- PETR4 queda de 1,60% - 29,52 ( MIN 29,52 , MAX 30,10 ) no ano 29,52%
- VALE5 queda de 1,00% - 28,80 ( MIN 29,80 , MAX 30,28 ) no ano 20,55%
- GGBR4 alta de 0,65% - 15,45 ( MIN 15,35 , MAX 15,65 ) no ano 2,59%
- ITAU4 queda de 0,67% - 28,30 ( MIN 28,23 , MAX 28,67 ) no ano 8,43%
- CSNA3 alta de 1,05% - 40,26 ( MIN 39,53 , MAX 40,74 ) no ano 38,83%
- USIM5 alta de 4,23% - 34,71 ( MIN 33,21 , MAX 34,88 ) no ano 30,88%
IBOVESPA - Desabou 3,18% nas primeiras duas horas de pregão, e passou o restante em movimento lateral e apresentou a minima do dia as 16:30 horas. Devolvendo boa parte dos últimos ganhos, acabou fechando aos 44.433 pontos, com expressiva desvalorização de 2,94%, em relação ao fechamento anterior. Em movimento canal lateral, sinaliza LTB, e parece estabelecer uma forte RES nos 46.000 pontos, já testada quatro vezes pelo mercado em um período de cinco pregões.
MIN do dia 44.274 pontos / MAX do dia 45.778 pontos.

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