Mercado 27 de maio de 2009 – #271

 “É erro falar em crise” diz o professor Stephen Kanitz - Fonte Infomoney

“Para quem anunciou em fevereiro o término da recessão, é difícil de engolir o noticiário econômico. Sobretudo quando aponta o “pânico publicado pela imprensa” como um dos impactos mais danosos da crise à economia brasileira. É um “erro falar em crise”, na opinião de Stephen Kanitz. “O Brasil está bem, estamos bem com os automóveis. E somos o País que mais mostrou competência política de gerar reservas”, disse o mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, após exposição para abertura de evento de comemoração dos sete anos da consultoria Witrisk nesta quarta-feira. Para o consultor de empresas e conferencista, as vendas de veículos, mesmo sem a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), serão muito fortes no segundo semestre, pois há uma demanda reprimida de pessoas cautelosas com a manutenção do emprego. “O setor de autopeças vai crescer 15%. Deveriam estar investindo, mas estão retraídos”, comentou em tom crítico ao clima de tensão gerado, segundo ele, pelos veículos de comunicação.Muito da confiança de Kanitz reside na tendência de queda do juro básico brasileiro, que deve cair para um dígito na próxima reunião de 9 de junho. Atualmente, está em 10,25% anuais. E sobram elogios ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. “Pela primeira vez temos um administrador no BC e não um economista”. Crítico das constantes mudanças de projeções dos economistas, o consultor enfatizou: “Aposto em uma recuperação em V da economia. A partir de agosto o clima vai estar muito melhor. Teremos vendas melhores no segundo semestre”. A previsão dele é de crescimento de 1,8% do PIB brasileiro em 2009. Stephen Kanitz dedicou grande parte da palestra a apresentar sua visão sobre a crise. Segundo ele, a origem da crise nos EUA está em incentivos fiscais, sob inspiração neo-keynesiana. “Há um estímulo fiscal que permite a todo norte-americano deduzir da renda tributável os juros da compra da casa própria, da casa de campo e até de um veleiro. Até o limite de US$ 1 milhão de dívida”. Ou seja, o impulso obrigaria as pessoas a se endividarem. Não há benefício para quem compra à vista. “Faz sentido emprestar para o ninja – o mutuário subprime, com histórico ruim de pagamento -, quem está pagando a casa é o governo. Não é ganância dos bancos, é burrada dos keynesianos”, criticou. Voltando ao Brasil, o administrador reiterou a vantagem de usufruir de um melhor arcabouço regulatório. Além dos bancos serem pouco alavancados, “até porque são grupos familiares”. E a Bovespa? “A bolsa vai subir seis vezes nos próximos dez anos. O mundo tem problemas mais sérios que o Brasil”, disse ele.”

Wall Street e mercados em dia de instabilidade.

Lá fóra,   Wall Street amargou fortes perdas diante de referências díspares na cena corporativa e econômica. As tensões envolvendo o setor automotivo norte-americano voltaram a preocupar os investidores em Wall Street, que hoje viu os papeis da GM desabarem 20% , em resposta a confirmação de que a maioria dos seus credores se negou a trocar cerca de US$ 27 bilhões de dívida por participação acionária, o que não pareceu ser uma grande novidade. No setor imobiliário, o mais atingido pela crise, o Existing Home Sales apontando um número de vendas de casas em abril maior do que as expectativas,e o MBA Mortgage Applications mostrando queda de 14,2% no volume de aplicações para hipotecas durante a semana passada. Em contrapartida, trazendo certo alívio aos investidores, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos afirmou que “a economia nacional está mostrando alguns sinais de estabilidade. A confiança melhorou e o sistema financeiro está começando a se curar. O crédito está começando a melhorar um pouco”. Também pesando a favor, o Bank of America levantou quase US$ 26 bilhões no seu plano de reestruturação, caminhando assim para os US$ 33,9 bilhões necessários para atingir sua saúde financeira, conforme fora determinado pelo teste de estresse.

Já oPetróleo, em véspera da reunião da OPEP, apresentou expressivo avanço em resposta as declararações de ontem de membros do cartel, de que serão mantidas as metas de produção da última reunião.  Em Londres o BRENT fechou a US$ 62,50 ( alta de 2,10% ) , e em Nova York, na Nymex fechou cotado a US$ 63,45 por barril (alta de 1,60% ).

Por aqui, após ciclo de 3 pregões consecutivos de ganhos, e depois de chegar a apresentar ganhos de quase 3%, a tarde o mau humor externo contagiou e o indice doméstico acabou entregando os ganhos do dia, que teve pressão adicional do fraco desmpenho da Vale, influenciada pela queda nos contratos de metais, apesar do fôlego trazido pelo bom dos setores de papel e celulose e siderurgia. Destaque positivo para os ativos da Gerdau, diante das perspectivas favoráveis do JP Morgan, que elevou a recomendação aos papéis para acima da média. Na outra mão, o destque negativo do dia ficou por conta dos papéis da Sabesp, que tiveram forte baixa entregando 4,39% dos 7,46% atingidos ontem. Oscilando entre os  51.636 pts  e os 53.092pts, com um volume financeiro de R$ 5,23 bilhões, o IBOVESPA acabou fechando acabou aos 51.791 pontos, representando uma desvalorização minima de 0,09%em relação ao ultimo fechamento.  No diário, em movimento lateral , neutro ( DOJI ). 

As maiores altas ficaram por conta da Gerdau PN ( 3,64% ), Klabin PN ( 3,13% ), Redecard ON ( 2,99% ), Gerdau Met PN ( 2,56% ) e Trans Paulista PN ( 2,06% ). Já as maiores perdas do dia ficaram por conta da Sabesp ON ( 4,39% ), Cosan ON ( 3,93% ), Embraer ON ( 3,54% ), TAM PN ( 3,36% ) e Lojas Renner ON ( 2,71% ).

Já o dolar comercial, hoje permaneceu durante toda a sessão no campo negativo mantendo o ciclo de perdas, e voltou a renovar sua  menor patamar desde o dia 1 de outubro do ano passado, hoje cotado a R$2,0130 representando uma uma baixa de 0,25% em relação ao fechamento anterior. Acumula no mes desvalorização de 7,70%, e no ano de 2009 acumula desvalorização de 13,78%. No mercado paralelo ainda se manteve estável nos R$2,3000, representando um ágio de 14,26% em relação ao dólar comercial. 

IBOVESPA se mantém nos 51.850 pontos , em movimento laterla neutro.. 

 INDICES INTERNACIONAIS

Dow Jones -  queda de 2,05%

Standard & Poor’s 500   -  queda de 1,90%

Nasdaq -  queda de 1,11%

  FTSE 100  -  alta de 1,10

Nikkei -  alta de 1,37%

  Merval  - queda de 0,94%

WINFUT    queda de 0,59%   51.990,00  pontos  -  no ano 36,82%.

IBOVESPA   queda de 0,09% -  51.791,61  pontos  -  no ano 37,93%

Segue ao lado o fechamento de hoje dos principais ativos com o resultado acumulado de 2009 :

-  PETR4                            0,00%  -   33,74    MIN 33,61,  MAX 34,39 )  no ano  47,72%

-  VALE5        queda de  2,24%  -   32,36    (  MIN 32,36,  MAX 33,49 )  no ano  35,45%

-  GGBR4       alta de       3,64%  -   19,38    (  MIN 18,52,  MAX 20,28 )  no ano  28,69%

-  ITUB4         alta de        0,44%  -   31,69   (  MIN  31,46, MAX 32,50 )  no ano  21,42% ( Antiga ITAU4 )

-  CSNA3       alta de        0,60%  -   44,92   (  MIN 44,42,  MAX 46,44 )  no ano   54,90%

-  USIM5        alta de         0,20% -   35,83    (  MIN 35,42MAX 37,00 )  no ano   35,11%

IBOVESPA -  Subiu 2,8% até as 14:30 horas , quando atingiu a maxima do dia. Apartir de então, reverteu forte e entregando os ganhos do dia, acabou fechando aos 51.791 pontos, representando uma desvalorização minima de 0,09%em relação ao ultimo fechamento.  No diário, em movimento lateral , neutro ( DOJI ). 

MIN do dia 51.636 pontos / MAX do dia 53.092 pontos.

 

 

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