23 Jun 2009

Mercado 23 de junho de 2009 – #287

Bolsa 2 Comentarios

Nas empresas, nível de ansiedade é alto com relação a demissões
Fonte Infomoney
A segurança no emprego é a preocupação número um dos profissionais. Uma pesquisa da Mercer, realizada em maio com mais de 2,1 mil organizações de todo o mundo e divulgada nesta terça-feira (23), revela que 50% das empresas afirmaram que seus funcionários mostram certo temor com relação aos seus empregos. Esse alto nível de ansiedade é razoavelmente consistente em todo o mundo. As empresas da Europa, Ásia e dos Estados Unidos classificaram a preocupação com a segurança no emprego em uma posição ligeiramente mais alta (54%), enquanto que as da América Latina, do Canadá, da Austrália e da Nova Zelândia, em posições um pouco mais baixas. O problema é que, segundo relatos de 40% das empresas, essa preocupação dos funcionários está impactando na organização como um todo. Custo de assistência : Com relação a outras preocupações, somente 12% das empresas afirmaram que seus funcionários expressaram temor significativo quanto ao impacto da economia atual sobre o custo de assistência médica e 37% afirmaram que percebem uma preocupação com relação à forma como a economia está influenciando os investimentos em planos de aposentadoria. Além disso, a maioria das organizações disse que os funcionários exibem nível moderado de preocupação sobre as promoções e aumentos salariais por mérito. Temor tem fundamento? O receio dos profissionais pode ter fundamento, uma vez que as demissões foram prática comum desde o começo da crise mundial da economia. Dois terços das empresas reduziram seu quadro de funcionários, nos últimos seis meses, ao passo que 58% planejam demissões a serem realizadas até o final do ano. Vale sublinhar, porém, que somente 5% das organizações planejam cortar mais de 10% de seus colaboradores nos meses que restam de 2009. O percentual pode ser assustador, mas é relativamente baixo, na comparação com os 13% que já fizeram reduções dessa intensidade em sua equipe, nos seis meses anteriores ao estudo. Recursos Humanos : Em todo o mundo, os departamentos de Recursos Humanos se encontram sob forte pressão para reduzir custos. Isso sem falar que 21% das empresas reduziram os investimentos planejados em serviços de RH nos últimos seis meses. Outras 23% estão propensas a fazer o mesmo nos meses restantes de 2009. A integração de prestadores de serviços terceirizados é outra medida que as empresas estão tomando para ajudar a administrar os custos em geral. Nada menos que 13% das organizações em todo o mundo já fizeram isso nos últimos seis meses e outras 25% delas podem integrar fornecedores terceirizados ainda em 2009. Sobre a pesquisa : Geograficamente, os participantes da pesquisa representaram a América do Norte (64%), Europa (22%), Ásia (19%), América Latina (8%) e Austrália/Nova Zelândia (4%). Os participantes da pesquisa também representam empresas de diversos portes: menos de 500 funcionários (39%); de 501 a 5 mil funcionários (40%); de 5.001 a 10 mil funcionários (9%) e mais de 10 mil funcionários (12%).”

Wall Street novamente em dia de instabilidade.
Lá fora, com a agenda de indicadores deixando maior apreensão para a próxima quarta-feira, com o resultado da reunião do Fed, a sessão de hoje deu desatque a apresentação do Existing Home Sales levemente abaixo das expectativas.  e a realização de um leilão de venda de Treasuries pelo Tesouro norte-americano. Foram leiloados US$ 40 bilhões em notas com vencimento em dois anos, com boa procura. Ainda sob os esforços do governo dos Estados Unidos na tentativa de melhorar as condições de liquidez dos mercados, o presidente Barack Obama afirmou durante a tarde que apesar da insistência da taxa de desemprego do país, que deve superar 10% este ano, uma nova rodada de estímulos fiscais não é necessária. Destaque para a recuperação das ações de bancos como Goldman Sachs que subiu 3,05% e do Bank of America que valorizou 2,43%. Destaque negativo para os os ativos da Boeing, que caíram hoje 6,46%, que que adiou pela quinta vez o primeiro voo do jato comercial 787 Dreamliner, alegando ter detectado uma fraqueza na estrutura do avião.

Já o Petróleo, com a queda de estoques e o enfraquecimento do dolar, apresentou ganhos no dia de hoje. Em Londres o BRENT fechou a US$ 69,24 ( forte alta e 2,72% ) , e em Nova York, na Nymex fechou cotado a US$ 69,24 por barril ( forte alta de 2,58% ).

Por aqui, após o tombo de ontem, o mercado parece haver fugido da instabildade vinda de fora, e apresentou uma relativa recuperação, com base no fôlego dos ativos ligados a matérias-primas, principalmente Petrobras e Vale. O destaque positivo do dia ficou por conta dos papéis da Cosan , em resposta ao projeto para renegociação de dívida da companhia, com rumores de que pode lançar títulos no mercado internacional para captar recursos. Na outra ponta, o destaque negativo do dia ficou com os papéis da Copel, após a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizar reajuste médio de 12,98% para as tarifas da companhia. Cabe lembrar que a empresa recentemente declarou que não repassará o reajuste. Oscilando entre os  49.660 pts e os 50.575pts, e com um expresivo volume financeiro de R$ 6,9 bilhões , hoje inflado pela Oferta Pública de Aquisição de Ações de Brasil Telecom e Brasil Telecom Participações, que movimentou R$ 2,56 bilhões, o IBOVESPA acabou fechando aos 49.813 pontos,  representando uma alta de 0,64% em relação ao fechamento anterior.  No diário, em movimento já próxima de testar a recuperação do suporte do cana lateral anterior.

As maiores altas do dia ficaram por conta da Cosan ON ( 7,52% ), Usiminas ON ( 5,29% ), TIM Part ON ( 5,19% ), Gerdau Met PN ( 3,98% ) e Gerdau PN ( 3,88% ).  As maiores perdas do dia  ficaram por conta da Copel PNB ( 3,85% ), Redecard ON ( 3,15% ), Brasil T Par ON ( 2,55 % ), Bradesco PN ( 2,46% ) e CPFL Energ ON ( 2,30% ).

Já o dolar comercial, após a forte alta de ontem, hoje voltou a trajetória de perdas, com os mercados globais mostrando-se voláteis. A moeda norte-americana fechou cotada hoje  a R$1,9790 apresentando uma forte queda de 2,08% em relação ao fechamento anterior. No mes ainda acumula valorização de 0,30%, e no ano de 2009 acumula desvalorização de 15,23%. No mercado paralelo foi negociada a R$2,1300, representando um ágio de 07,63% em relação ao dólar comercial.

INDICES INTERNACIONAIS

Dow Jones -  queda de 0,19%

Standard & Poor’s 500 - alta de 0,2331%

Nasdaq - queda de 0,07%

FTSE 100 queda de 0,10%

Nikkei -  queda de 2,82%

Merval - alta de 0,62%

WINFUT          alta de 0,40%   -  50.400,00 pontos - no ano  32,66%.

IBOVESPA      alta de 0,64%   -   49.813,58 pontos - no ano  32,63%

Segue ao lado o fechamento de hoje dos principais ativos com o resultado acumulado de 2009 :

-  PETR4        alta de         1,75%  -   31,40 ( MIN 30,77, MAX 31,40 )  no ano  37,48%

-  VALE5        alta de         0,87%  -   30,19  ( MIN 29,62, MAX 30,47 )  no ano  26,37%

-  GGBR4       alta de         3,88%  -   18,95 ( MIN 18,95, MAX 19,90 )  no ano  25,83%

-  ITUB4         queda  de    2,07%  -   29,75   (  MIN 29,61MAX 30,59 )  no ano  13,98%

-  CSNA3       alta de          2,64%  -   42,75 ( MIN 41,31, MAX 43,12 )  no ano  47,41%

-  USIM5         alta de        2,11%   -  38,15   (  MIN 38,99, MAX 39,70 )  no ano  43,85%

IBOVESPA - Intraday em movimento lateral, apresentando a minima do dia as 12;00 hora e a máxima do dia por volta da 15:50 hora.Acabou fechando aos 49.813 pontos,  representando uma alta de 0,64% em relação ao fechamento anterior.  No diário, em movimento já próxima de testar a recuperação do suporte do cana lateral anterior.

MIN do dia 49.130 pontos / MAX do dia 49.902 pontos.

2 Comentarios to “Mercado 23 de junho de 2009 – #287”

  1. Martha Oktavec says:

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