Mercado 10 de julho de 2009 – #299

economista e empresário domiciliado nos USA nos últimos 30 anos.
Fonte : William von der Goltz - Import / Export Manager / Downes & Reader Hardwood Co (: Toll Free: 866-452-8622

Lá fora, após enfrentar recuo ao longo do dia, as principais bolsas norte-americanas encerraram a sessão sem definição de tendência, com os índices Dow Jones e S&P 500 caíndo, enquanto o Nasdaq subiu. Em dia de agenda movimentada, os destaques ficaram por conta de novos sinais preocupantes acerca da economia do país, segundo a Universidade de Michigan, o índice preliminar da confiança do consumidor norte-americano recuou para 64,6 pontos em julho frente aos 70,8 pontos registrados no mês anterior, resultado este que interrompe uma sequência de quatro meses sem registros de contração. Os temores com o setor financeiro também influenciaram, de um lado, ações de bancos como Bank of America caindo 2,55% e Citigroup 2,6%, de outro, papéis como os do Financial Bear subindo 5,7%. Em mais uma sessão de poucas referências na agenda, os mercados escolheram pela mesma apreensão demonstrada nos últimos dias. Apesar do FMI (Fundo Monetário Internacional) revisar para cima suas perspectivas para a economia, prevaleceu o sentimento de cautela em relação à recuperação. Nos Estados Unidos, a espera pela temporada de resultados revela perspectiva negativa em relação aos números. Embora com melhora em Wall Street ao final do dia, a impressão ruim voltou a impactar o mercado de commodities, com novo tombo para o petróleo e metais básicos. Na Europa, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro, que apontou queda anual de 4,9%, reforçou os questionamentos quanto à capacidade de recuperação econômica, pressionando os mercados da região. O FMI prevê uma recuperação da economia global mais acelerada do que a projetada anteriormente. Em suas projeções atualizadas, o fundo espera que o PIB global registre um avanço de 2,5% em 2010. Porém, neste ano, a retração econômica poderá atingir 1,4%. Finalmente, no que se refere a montadoras, hoje foi a apresentada a nova GM, que foi dividida em duas empresas distintas, a General Motors Company e a Motors Liquidation Company, que estará voltada para a negociação das dívidas com o restante de seus credores

Já o Petróleo, novamente teve suas cotações apresentando perdas pela sexta sessão consecutiva, fechando a maior queda semanal nos preços desde janeiro, acumulando 10% de desvalorização. O maior pessimismo dos norte-americanos em relação a economia apontado pela indicador alimenta as teses de redução do consumo do produto nos EUA, o maior demandante mundial de óleo bruto, aliado a divulgação do relatório da EIA (Energy Information Administration), em que a agência aponta o aumento, pelo segundo mês consecutivo, da produção de petróleo nos países membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Em Londres o BRENT fechou a US$ 60,44 ( queda de 1,08% ) , e em Nova York, na Nymex fechou cotado a US$ 59,78 por barril ( queda de 0,86%).

Por aqui, o retorno do feriado teve como marca a instabilidade nos mercados internacionais, com o indice doméstico acompanhando as perdas de Wall Street por boa parte da sessão., sendo que sómente no final do dia, conseguiu inverter tendência com ajuda dos ativos da Petrobras, que ignoraram o novo recuo do petróleo no mercado internacional. O destaque positivo ficou por conta das ações ordinárias da Rossi Residencial, que acumularam sua décima primeira alta das últimas 13 sessões, ativos estes que lideram o desempenho do Ibovespa no acumulado do ano, com valorização de 150% em 2009. Oscilando entre os 48.714 pts e os 49.326pts, com um modesto volume financeiro de R$ 3,57 bilhões, o IBOVESPA acabou acabou fechando aos 49.221 pontos, representando uma modesta alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior. No diário hoje em movimento lateral, permanece em Linha de Tendência de Baixa.
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Já o dolar comercial, após operar o dia inteiro em alta, o dólar comercial reduziu os ganhos no final da sessão e marcou novo avanço frente ao real. A moeda norte-americana fechou cotada hoje a R$2,0000 apresentando avanço de 0,50% em relação ao fechamento anterior.No mes acumula valorização de 1,99%, e no ano de 2009 desvalorização de 14,33%. No mercado paralelo retrocedeu e foi negociada a R$2,1400, representando um ágio de 07,00% em relação ao dólar comercial.

INDICES INTERNACIONAIS
Dow Jones - queda de 0,45%
Standard & Poor’s 500 - queda de 0,40%
Nasdaq - alta de 0,20%
FTSE 100 - queda de 0,76%
Nikkei - queda de 0,04%
Merval - queda de 4,07%
WINFUT queda de 0,30% - 49.300,00 pontos - no ano 29,74%
IBOVESPA alta de 0,09% - 49.220,78 pontos - no ano 31,08%
Segue abaixo o fechamento de hoje dos principais ativos com o resultado acumulado de 2009 :
- PETR4 alta de 1,92% - 29,67 ( MIN 28,90, MAX 29,67 ) no ano 29,47%
- VALE5 queda de 0,43% - 28,05 ( MIN 27,62, MAX 28,17 ) no ano 17,41%
- GGBR4 queda de 0,68% - 19,04 ( MIN 18,90, MAX 19,44 ) no ano 26,43%
- ITUB4 queda de 1,15% - 30,00 ( MIN 29,65, MAX 25,66 ) no ano 14,94%
- CSNA3 queda de 0,20% - 40,50 ( MIN 39,90, MAX 40,94 ) no ano 39,66%
- USIM5 queda de 3,98% - 37,59 ( MIN 37,59, MAX 39,36 ) no ano 41,74%
IBOVESPA - Caiu quase 1,00% nos primeiros 10 min do pregào quando atingiu a minima do dia. Inverteu a passou o restante do intraday entre altos e baixos, acabou fechando aos 49.221 pontos, representando uma alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior. No diário hoje em movimento lateral, permanece em Linha de Tendência de Baixa.
MIN do dia 48.714 pontos / MAX do dia 49.326 pontos.

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