Mercado 10 de setembro de 2009 #340


A quase um ano, na manhã do dia 15 de setembro de 2008, uma segunda-feira, o respeitado e quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, o Lehman Brothers, surpreendeu o mundo ao anunciar sua quebra, provocando uma onda de choque da dimensão de uma crise financeira planetária, mes este em que a arquitetura financeira que inspirou os mercados mundiais com seu modelo desabou como um castelo de cartas. Lembrando que hoje o Ibovespa já na casa dos 58.500+pontos, no dia 27 de novembro de 2008 chegou ao patamar dos 29.435 pontos, valor deixado para tráz desde o mes de novembro de 2005. Em recente declaração, o economista do Morgan Stanley, Richard Berner, enuncia cinco lições, que segundo ele, foram deixadas pela crise, e seguem abaixo, observando que um plano de negócios no setor financeiro deve ser a nivel global e não para poucas economias.
1 ) "Um sistema financeiro forte e bem regulado deve ser a primeira defesa contra a crise financeira. O Desafio é garantir a estabilidade sem inibir a inovação e o crescimento."
2 ) "Uma política de reação persistente e agressiva, é a 2ª linha de defesa para crises financeiras. O desafio é precisar a hora de criar saídas e estratégia para acomodar uma recuperação."
3 ) "A supervisão macroprudencial e o preço dos ativos devem ser grandes papéis na política monetária. O desafio é definir a sistemática de regulação de risco, cuidadosamente."
4 ) "Taxas flexíveis de câmbio aumentam a habilidade de respostas das políticas monetárias às crises. O desafio é reunir reformas estruturais e construir maior força financeira e credibilidade frente às crises."
5 ) "Desequilíbrios globais contribuíram com a crise por permitirem desequilíbrios internos para o crescimento. O desafio é resolver isso para que haja uma recuperação vigorosa e durável."

Lá fora, as principais bolsas norte-americanas inverteram a tendência de queda da abertura e encerraram o dia em alta, renovando as máximas do ano. Destaque para o setor aéreo, em resposta ao JPMorgan haver elevado a recomendação para as companhias UAL e U.S. Aiways, de "neutral" para "overweight" (acima da média), com base dos fundamentos de que o setor está se recuperando, os papeis da primeira dispararam 17,83% e os da segunda apresentaram forte alta de 12,29%. De carona os ativos da Delta Air Lines, Continental Air Lines e AMR subiram, respectivamente, 10,50%, 6,93% e 11,50%. No que se refere a indicadores, a balança comercial dos Estados Unidos ficou mais deficitária em julho, na comparação com junho, ao atingir o saldo negativo de US$ 32 bilhões, o maior em seis meses. Já o numero de pedidos de auxílio-desemprego ficou abaixo do esperado na última semana., 550 mil novas solicitações, contra as 560 mil estimadas. Para o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, a recuperação econômica norte-americana apresenta fragilidades, e voltou a defender a redução dos programas de estímulo governamentais.



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Já o dolar comercial, apesar de haver registrado leve alta na abertura, ainda pela parte da manhã virou para o vermelho ampliando a tendência até o final da sessão, apesar da tradicional intervenção do banco Central realizando compra no mercado a vista. A moeda norte-americana fechou cotada hoje a R$1,8180 representando uma queda de 0,76% em relação ao fechamento anterior. No mes a desvalorização é de 3,65% e no ano de 2009 a desvalorização chega a 22,12%. No mercado paralelo recuou foi negociada a R$1,9500, representando um ágio de 7,26% em relação ao dólar comercial.
INDICES INTERNACIONAIS
Dow Jones - alta de 0,84%
Standard & Poor’s 500 - alta de 1,04%
Nasdaq - alta de 1,15%
FTSE 100 - queda de 0,33%
Nikkei - alta de 1,95%
Merval - alta de 1,83%
WINFUT alta de 0,99% - 58.925,00 pontos - no ano 55,07%
IBOVESPA alta de 1,08% - 58.535,79 pontos - no ano 55,89%
Segue abaixo o fechamento de hoje dos principais ativos e ao lado o resultado acumulado de 2009.
- BVMF3 alta de 0,51% - 11,90 ( MIN 11,76, MAX 11,90 ) no ano 102,04%
- PETR4 alta de 1,03% - 33,34 ( MIN 32,85, MAX 33,37 ) no ano 45,97%
- VALE5 alta de 1,93% - 34,40 ( MIN 33,57, MAX 34,40 ) no ano 43,99%
- GGBR4 alta de 1,73% - 22,95 ( MIN 22,31, MAX 23,00 ) no ano 52,39%
- ITUB4 alta de 0,59% - 32,59 ( MIN 32,11, MAX 32,72 ) no ano 24,87%
- CSNA3 alta de 0,28% - 50,44 ( MIN 49,90, MAX 50,74 ) no ano 73,93%
- USIM5 queda de 0,11% - 45,20 ( MIN 44,81, MAX 45,73 ) no ano 70,44%
- CYRE3 queda de 1,39% - 23,37 ( MIN 23,37, MAX 23,74 ) no ano 157,38%
- RSID3 alta de 1,49% - 12,30 ( MIN 11,81, MAX 12,35 ) no ano 232,43%
IBOVESPA - Chegou a cair 0,5% nos primeiros 10 minutos do pregão, inverteu e passou o restante do intraday em alta. Acabou fechando praticamente na máxima do dia aos 58.536 pontos, representando uma alta de 1,08% em relação ao fechamento anterior. No diário em LTA estabeleceu nova RES, renovando a máxima desde o mes de julho de 2008.
Atenção : Segundo analistas, o topo triplo na região dos 58 mil pontos promete ser (mais uma vez) uma barreira de difícil acesso para o mercado brasileiro, e este cenário remete como principais resistências para o Ibovespa os 58.140 pontos, 58.300 pontos e 58.633 pontos, máxima de 2009 durante o dia 24 de agosto. Caso não consiga deixar de lado os patamares traçados, o mercado voltará a negociar dentro do amplo canal lateral iniciado em agosto, entre o suporte 54.800 pontos e a máxima anual.
MIN do dia 57.614 pontos / MAX do dia 58.538 pontos

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