28 Sep 2009

Mercado 28 de setembro de 2009 – #351

Boletim Sem Comentarios
Conceitualmente, o que todos supomos com "realidade", na verdade são "percepções de realidade", e estas distorcidas através de numerosos filtros, quer sejam   neurológicos, individuais, fisicos e outros, e somados a maiores ou menores interesses de terceiros. Me refiro a isto, porque não obstante as notícias que recebemos diáriamente, quer sejam por fontes govenamentais, imprensa local e internacional, empresas financeiras, Bolsas, etc, , creio que seja de grande relevância saber o que pensa também aquele que vive "diretamente" os efeitos dos acontecimentos no seu dia dia, quer como cidadão, consumidor, pai de familia ou empresário. Esta é uma das razões, pelas quais eventualmente tenho também publicado artigos ou depoimentos de quem não é governo, imprensa ou representante de grandes interesses, mas sim alguém que vive e sente na própria carne os efeitos dos acontecimentos, que não obstante os prórprios flitros também,  represente uma " percepção de realidade",  mais confiável, ou pelo menos com diferente paradigma. Lembro que recentemente publiquei, no boletim do dia 08 de setembro ultimo, um frase de Adam Smith, o pai da economia moderana,  e que diz : - "A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos seus príncipes".
Uma boa semana a todos

Walter Merino - Nybras – Investimentos / Coaching

Porto Alegre RS : (51) 3028.5968 / FAX  (51) 3023.4632 Celular: (51) 8119.1111

Segue abaixo, novo comentário do William , economista e empresário domiciliado nos USA nos últimos 30 anos.

Econ. William von der Goltz
 Import / Export Manager  /  Downes & Reader Hardwood Co 

"A pergunta diária, como esta o Mercado? Em primeiro lugar é bom esclarecer de que no meu caso se fala do mercado produtor e não especulador. Em termos de produção, estamos raspando o fundo dos depósitos e produzindo somente aquilo que os bancos ainda consentem em financiar.  Em outras palavras, a produção financiada é preferencial para os produtos de consumo imediato tipo 30 a 60 dias desde que haja uma participação mínima de 15% de capital próprio, alem disso só com 100% de capital de giro próprio. Estamos falando do sistema tipo desconto de duplicatas, o que aqui seriam faturas efetivadas.  Isto significa que as empresas estão trabalhando com uma estrutura esqueleto somente para manter sua presença no mercado. Margens de lucro, nem falar, pois trabalhar com prejuízo é melhor do que não trabalhar. O grande dilema esta no relacionamento banco/produtor, ou seja, a empresa que vende com prejuízo tende a perder sua linha de credito, e se a empresa não vender também tende a perder sua linha de credito, ou seja, “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”( Damned if you do, damned if you don’t.) ou “Catch 22”. Falando em termos fantasiosos o corpo de  John Maynard Keynes deveria ter sido congelado e ressuscitado neste momento para  colocar a casa em ordem. O desemprego ainda campeia e os sinais de melhora são tão débeis que para mim são mais “anseio dos santos” de que as coisas estão realmente melhorando.  Pessimismo, não, puro realismo. Qual é a tendência? Melhora é claro, pior do que esta é impossível. O indicador mais confiável é a simples observação. Tem alguém admitindo funcionários, ou melhor, readmitindo aqueles que foram mandados embora devido à recessão? Taxa de desemprego, e outros índices nesse momento não têm valor porque são muito genéricos, pois tem tantas variáveis que não conseguem retratar a realidade. Por exemplo, outro dia fique sabendo de que uma empresa havia readmitido um motorista devido ao aumento em seu número de entregas, já este tipo de informação pode ser aproveitada para uma analise do segmento. Em outras palavras voltamos a analise mercadologia artesanal da observação.  No meu ponto de vista vamos precisar de uma reformulação completa do método de analise da economia, pois os índices que estão ai são os mesmo que nos enganaram por muito tempo."Veja o meu Blog: http://vondergoltz.wordpress.com/."

Principais bolsas norte-americanas e européias com bom avanço.

Lá fora,  a semana iniciou com otimismo nos principais mercados globais, com Wall Street rompendo com uma sequencia de tres ceuos consecutivos, e com as bolsas europeias encerrando a sessão fecharam a sessão com a maior valorização das últimas cinco semanas, repercutindo também as eleições que ocorreram neste final de semana. No setor tech, a gigante Apple viu seus ativos valorizarem 2,07%, em resposta as afirmações de que deve expandir a comercialização do iPhone, primeiramente ao mercado chinês e posteriormente no francês, sendo que na China, o aparelho estará disponível a partir de outubro e será vendido por cerca de US$ 730. No que se refera acordos, os papéis da GenTek dispararam 39,87% após a fabricante de componentes químicos haver concordado em ser vendida por cerca de US$ 411 milhões (US$ 0,38 por papel) para a American Securities LLC, e no setor farmacêutico, a Johnson & Johnson, numa  compra faz parte de um acordo para o desenvolvimento da vacina contra a gripe A (H1N1), adquiriu 18% de participação na holandesa Crucell, por US$ 444 milhões e, por conseguinte, seus papéis se valorizaram em 1,07%. 

 

Já o Petróleo, em resposta às noticias sobre testes militares no Irã., teve suas cotações valorizadas, embora com os ganhos foram limitados pela valorização do dólar.O mercado tem acompanhado a questão política envolvendo o Irã, quarto maior produtor mundial do produto, após os governos de EUA, Reino Unido e França alegarem que o país construiu secretamente uma segunda usina nuclear, em desrespeito ao tratado de não proliferação nuclear. No primeiro dia de outubro, os países autores da acusação, juntos com representantes de Rússia, China e Alemanha, irão se encontrar com uma delegação iraniana para discutir a questão. Oficiais já revelaram que novas sanções estão sendo preparadas para punir o país. Em Londres o BRENT fechou a US$ 65,54avanço de 0,66% )  e em Nova York, na Nymex fechou cotado a US$ 66,84 por barril (  avanço de 1,19% ).

Por aqui,  na cauda do otimismo externo, o mercado doméstico fechou pregão de hoje com expressiva recuperação, quase testando as RES dos 61.493 pts. Com um acalendário de ofertas movimentado, a segunda-feira marca o início do período de reservas para as operações de Banco Santander, PDG Realty e Rossi Residencial. A CCR também anunciou os termos de sua oferta, assim como a Brookfield, assim como estreiam as novas ações da Multiplan e os papéis da companhia Tivit. Os investidores também atentam para a autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a compra da Terna pela Cemig, faltando apenas o aval do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) , para a concretização da operação. Oscilando entre os 60.356 pts. e os 61.316pts, novamente com um baixo volume financeiro de R$ 3,91 bilhões, o IBOVESPA, acabou fechando na  máxima do dia aos 61.317 pontos, representando uma alta de 1,59% em relação ao fechamento anterior. No diário, em movimento lateral, no canal  lateral 60.079 pts / 61.493 pts.
As maiores altas do dia ficaram por conta da BMFBovespa ON ( 4,69% ), Gafisa ON ( 3,35% ), Klabin PN ( 3,13% ), Sabesp ON ( 2,97% ), e Sid Nacional ON ( 2,83% ). As maiores perdas do dia, ficaram por conta da Copel PNB ( 0,96% ), Trans Paulista PN ( 0,91% ), TIM Part ON ( 0,87 % ), CPFL Energ ON ( 0,83% ) e CCR Rod ON ( 0,72% ).

Já o dolar comercial,  mantendo a tendência da sexta-feira, e apesar da costumeira intervenção do Banco Central efetuando compras no mercado à vista, apresentou se segundo recuo consecutivo.  A moeda norte-americana fechou cotada hoje a R$1,7920 representandoum recuo 0,39% em relação ao fechamento anterior, . No mes a desvalorização é de 5,03% e no ano de 2009 a desvalorização chega a 23,23%. No mercado paralelo  recuou, e foi negociada a R$1,9100, representando um ágio de 5,58% em relação ao dólar comercial.

INDICES INTERNACIONAIS

Dow Jones - alta de 1,28%

Standard & Poor’s 500 - queda de 1,78%

Nasdaq - queda de 1,90%

FTSE 100 - alta de 1,64%

Nikkei - queda de 2,50%

  Merval - alta de 2,99%

WINFUT      alta de 1,24%  -  61.405,00pontos - no ano 61,59%

 IBOVESPA alta de  1,59%  -  61.316,62 pontos - no ano 63,29%

Segue abaixo o fechamento de hoje dos principais ativos e ao lado o resultado acumulado de 2009.

- BVMF3    alta de       4,69%  -    13,40   ( MIN 12,84, MAX 13,40 ) no ano 127,50%

- PETR4    alta de        2,29%  -    34,89   ( MIN 34,18, MAX 34,94 ) no ano 52,76%

- VALE5   alta de         1,46%   -   36,80   ( MIN 36,20, MAX 36,89 ) no ano 54,04%

- GGBR4  alat de         1,65%   -   24,05   ( MIN 23,71, MAX 24,23 ) no ano 59,69%

- ITUB4    alta de         2,22%   -   34,07   ( MIN 33,25, MAX 34,07 ) no ano 30,54%

- CSNA3  alta de         2,83%   -   54,20   ( MIN 52,84, MAX 54,20 ) no ano  86,90%

- USIM5    alta de        0,55%   -   47,16   ( MIN 46,81, MAX 47,72 ) no ano  77,83%

- CYRE3  alta de         0,17%   -   23,79   ( MIN 23,65, MAX 24,10 ) no ano 162,00%

- RSID3    alta de         1,37%   -  14,79    ( MIN 14,41, MAX 15,29 ) no ano 299,73%

IBOVESPA -  Subiu 1,56% até por volta das 13:00 , quando quase atingiu a máxima do dia. A partir dai andou em movimento lateral e acabou fechando na  máxima do dia aos 61.317 pontos, representando uma alta de 1,59% em relação ao fechamento anterior. No diário, em movimento lateral, no canal  60.079 pts / 61.493 pts.

MIN do dia 60.356 pontos / MAX do dia 61.316 pontos

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