27 Nov 2009

Mercado 27 de novembro de 2009 – #386

Boletim Sem Comentarios

ALERTA
Emirado de Dubai: de ilha dos sonhos e fantasia para abóbora podre do mercado.
Fonte : Infomoney

"Mundialmente conhecida pelo arquipélago em formato de palmeira e hotéis luxuosos, Dubai saiu das páginas de turismo para ganhar as manchetes de finanças no dia de ontem,  com o episódio Dubai World. Localizada ao longo da costa sul do Golfo Pérsico, um dos sete emirados dos EAU (Emirados Árabes Unidos) relembra um conto de fadas moderno, com arquiteturas futuristas e muito luxo, marca registrada do pequeno emirado. Contudo, o pedido de postergação de uma dívida de US$ 59 bilhões proposto a seus credores afetou a confiança do mercado, modificando a rotina sistemática de altas consecutivas dos índices acionários e valorizaçãodas moedas internacionais. Mas toda esta preocupação dos investidoresé válida? Afinal, a cifra devida nem se compara com o montante devido, por exemplo, por uma pequena fatia de bancos norte-americanos na época do subprime.
Investimento atrativo?
A questão de financiar ou não a dívida abrange o conceito básico de custo de oportunidade. Em um mundo com inúmeras boas oportunidades de investimento, os analistas da Gradual
Investimentosavaliam com ceticismo a viabilidade de Dubai. O emirado está "encravado" no deserto da Arábia, com a costa banhada pelo Golfo Pérsico, importa praticamente todos os insumos que consome – desde comida até bens duráveis, além de focar sua economia em bens de luxo. A proposta de proporcionar um "playground" para os ricos do planeta foi sucesso até 2008, quando a crise econômica eclodiu e os gastos com bens supérfluos esgotados. Deste momento, "as contas não fecharam e o fluxo de caixa esperado teve que ser refeito", avalia a equipe. Além da receita do turismo e comércio, pequena parcela do PIB (Produto Interno Bruto) da região advém dos lucroscom a exploração de petróleo e gás, que progressivamente estão acabando. A alternativa mais viável, e talvez mais rentável, consiste na especulação imobiliária dos grandes centros. O salto do setor imobiliário nos últimos anos foi extremamente rentável a Dubai, tanto que o fundo estatal Dubai World investiu grande parcela de seu capital neste segmento.

Questão de risco.
O principal distúrbio causado pelo episódio foi o aumento da percepção de risco do mercado, com a elevação da procura por investimentos teoricamente mais conservadores e a fuga da renda variável. Um exemplo cabal deste aumento foi o salto de 101 pontos-base do risco da dívida de Dubai na última sessão, enfatiza a Gradual, movimento que não foi acompanhado pelo pares internacionais. Outro risco incorporado pelo mercado foi a possível incapacidade do fundo estatal não honrar suas dívidas e abrir um rombo no sistema financeiro mundial, uma vez que bancos europeus, norte-americanos e japoneses são credores do Dubai World. A proximidade do vencimento de dívidas conversíveis na casa de US$ 3,5 bilhões pela Nakheel, subsidiária imobiliária do fundo de investimento, com prazo até 14 de dezembro, além das dívidas a pagar de aproximadamente US$ 15 bilhões em 2010, desanimam os analistas do Société Générale e as agências de ratings, que já rebaixaram as notas de crédito dos bancos de Dubai.

Quem vai ficar com a abóbora?
Diante o cenário, os analistas do banco francês acreditam em duas soluções: ou os emirados vizinhos, mais especificamente Abu Dhabi, ajudam Dubai, ou haverá uma reestruturação do fundo com grande probabilidade de privatização. Ao contrário do movimento concentrado dos bancos centrais na crise econômica de 2008, a equipe do Société não acredita em novas injeções de capital para ajudar o fundo de investimento. Pedindo licença para os irmãos Grimm, autores do conto de fadas Cinderela, uma pergunta paira sobre os mercados: ao primeiro badalar da meia-noite, quem ficará com uma abóbora podre ao invés de uma carruagem de luxo?"

Lá fóra, enquanto as bolsas americanas estão registrando recuos, os principais mercados acionários encerraram em alta, refletindo declarações favoráveis do governo de Dubai e de analistas.Os os índices de Wall Street, repercutem os eventos da sessão anterior, quando os mercados norte-americanos estavam fechados por conta do feriado de Ação de Graças, e que fecharam mais cedo nesta sexta-feira devido à Black Friday.


 

Por aqui,acompanhando o humor externo, o indice doméstico encerrou a sexta-feira marcando a sua terceira semana consecutiva de alta. Vale mencionar que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que os bancos brasileiros não estão expostos ao conglomerado estatal Dubai World , matéria de abertura deste boletim.

Oscilando entre os 65.737 pontos e os 67.085 pontos, com um volume financeiro de R$ 4,59 bilhões,  o IBOVESPA acabou fechando próximo a máxima do dia  aos aos 67.082 pontosrepresentando uma alta de 1,04% em relação ao fechamento anterior.  No diário, em movimento lateral, recuperou parte das perdas de ontem. Próxima RESISTÊNCIA nos 67.911 pontos. 

Os cinco maiores ganhos do dia ficaram por conta da Cemig PN ( 4,88% ), Net PN ( 3,58% ), TIM Part ON ( 2,48% ), pao de Acucar PNA ( 2,44 % ) e Fibria ON ( 2,41% ). As maiores perdas do dia ficaram por conta da Eletropaulo PNB ( 1,47% ), TAM PN ( 1,19% ), Cyrela R ON ( 0,89% ), Gafisa ON ( 0,85% ) e Trans Paulista PN ( 0,67% ).

Já o dolar comercial, após ontem a maior variação positiva do mês, se rendeu à recuperação no humor dos mercados e encerrou a semana com dia de recuo. A moeda norte-americana fechou cotada hoje a R$1,7420 representando uma queda de 0,40% em relação ao fechamento anterior. Acumula no ano de 2009 a desvalorização chega a 25,37%. No mercado paralelo foi  negociada  R$1,8500, representando um ágio de 6,20% em relação ao dólar comercial.

INDICES INTERNACIONAIS

Dow Jones -  queda de1,48% ( 19:40 )

Standard & Poor’s 500 - queda de 2,10% ( 19:20 )

Nasdaq -  queda de 1,73% ( 19:20 )

FTSE 100 -  alta  de 0,99% 

Nikkei - queda de 3,22% 

  Merval -  queda de 0,13%

WINFUT       alta  de 1,38% -  67.455,00pontos - no ano 77,51%

IBOVESPA   alta de 0,89% -  67.082,15 pontos - no ano 78,65%

- BVMF3    alta de          1,81%  -   11,79  ( MIN 11,50, MAX 11,81 ) no ano 100,17%

- PETR4    alta de           1,17%  -   38,90  ( MIN 38,09, MAX 38,94 ) no ano  70,32%

- VALE5    alta de           0,99%  -   42,90  ( MIN 42,03, MAX 42,90 ) no ano   79,57%

- GGBR4   alta de          0,07%  -    27,79  ( MIN 27,42, MAX 28,21 ) no ano   84,53%

- ITUB4     alta de           0,61%  -   37,75  ( MIN 37,01, MAX 37,76 ) no ano   44,64%

- CSNA3   alta de           0,10%  -   58,65  ( MIN 57,51, MAX 58,85 ) no ano 102,24%

- USIM5    queda de      0,10%  -   50,45   ( MIN 49,60, MAX 50,75 ) no ano  90,23%

- CYRE3   queda  de     0,89%  -   23,50  (  MIN 23,03, MAX 23,69) no ano 158,81%

- RSID3     alta  de          0,14%  -  13,95   ( MIN 13,92, MAX 14,33 ) no ano 277,03%

IBOVESPA -   Chegou a cair quase 1% até por volta das 11:45, quando atigiu a minima do dia. Engrenou subida e acabou fechando próximo a máxima do dia  aos 67.082 pontosrepresentando uma alta de 1,04% em relação ao fechamento anterior.  No diário, em movimento lateral, recuperou parte das perdas de ontem. Próxima RESISTÊNCIA nos 67.911 pontos. 

MIN do dia 65.850 pontos / MAX do dia 67.500 pontos

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