28 Jan 2010

Mercado 28 de janeiro de 2010 – #421

Boletim Sem Comentarios

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros."
( Benjamin Franklin )

"Os tolos dizem que aprendem com os próprios erros; eu prefiro aprender com os eros dos outros. " "
( Otto von Bismarck )

Pacote dos EUA lembra que brasileiros também devem poupar para aposentadoria

Fonte : InfoMoney


"Em seu discurso State Of Union realizado na noite de quarta-feira (27), o presidente Barack Obama afirmou que a  crise financeira internacional agravou um problema que as famílias norte-americanas têm enfrentado há décadas: a aflição de trabalhar cada vez mais, ganhar menos e ser incapaz de economizar o suficiente para sua aposentadoria ou para ajudar os filhos a irem para a faculdade."É por isso que, ano passado, pedi ao vice-presidente Biden uma força tarefa direcionada às famílias de classe média. É a razão pela qual estamos multiplicando as isenções de impostos para famílias com crianças e facilitando aos trabalhadores a pouparem para a aposentadoria, ao dar acesso a todos a uma conta de aposentadoria e expandindo as isenções fiscais àqueles que começaram e guardar dinheiro para o futuro", declarou Obama.

Os detalhes das medidas de auxílio à classe média dos EUA já haviam sido adiantados na segunda-feira . Entre elas também está a liberação de mais recursos às famílias que ajudam a sustentar parentes idosos.

O desvio automático de uma parte do salário para a poupança da aposentadoria prevê incentivos fiscais às empresas que arcarem com os custos administrativos da operação. A isenção de taxas de administração seria mais uma forma de encorajar os trabalhadores a se preparem para a aposentadoria.  O aumento no endividamento dos norte-americanos começou quando a taxa de juro básico dos EUA começou a despencar. Se os juros estão baixos, não compensa poupar para o futuro, pois daqui um ano o dinheiro poupado não terá rendido o suficiente para comprar o mesmo que compra hoje. Como as taxas reais de juros se tornaram negativas, com a inflação maior que os juros, o desinteresse por poupar é maior ainda. E isso vale para a antecipação de bens de consumo, o que aumenta a propensão ao endividamento das pessoas.

No Brasil
Se comparado aos EUA, o Brasil não deixa a situação mais confortável para a classe média brasileira. Para Coimbra, embora a poupança venha registrando recordes de arrecadação, “aqui ainda há uma presença forte do sistema de Previdência Social, o que ajuda as pessoas a acharem que não precisam se preparar, porque o governo vai prover o necessário”.

Além disso, completa o professor, “aqui, investe-se pouco e mal,especialmente em renda variável, tipo de investimento no qual estamos muito aquém dos países desenvolvidos”, disse. A constante busca por financiamentos longos na aquisição de bens, com juros elevados, em vez de adiar a compra, poupando para pagar à vista, é outra coisa que “preocupa” no comportamento da classe média brasileira, segundo o especialista.

“A diferença é que nos EUA há tradição maior de investir em ações, formar poupança. Até 25 anos atrás, ninguém se preocupava com a aposentadoria no Brasil porque tinha o governo para bancar tudo. Hoje as pessoas não dispõem mais dessa realidade. Aqui, recentemente, a classe média é a que mais tem aumentado os investimentos pessoa física em bolsa de valores, enquanto nos EUA essa classe média já é forte presença nos mercados”, declarou.

Além das medidas voltadas à poupança e ao auxílio aos idosos, fazem parte do pacote de Obama voltado à classe média o incentivo fiscal para filhos de famílias com renda de US$ 85 mil por ano e a ajuda aos estudantes que fizerem empréstimos para cursar a universidade – a amortização do débito não pode ultrapassar 10% da renda do estudante após formado

"Criar empregos bons e sustentáveis é a coisa mais importante que nós podemos fazer para reconstruir a classe média", declarou Obama."

Lá fora, enquanto os principais indices norte-americanos estão registrando recuos neste momento, as principais bolsas europeias fecharam em  em baixa nesta quinta-feira, puxadas pela desvalorização no preço das commodities e o recuo de ativos das empresas do setor, fator aliado à fraca performance das ações dos bancos.

No entanto, o dia começou positivo, em reação do mercado à reunião de política monetária e ao comunicado emitido pelos membros do Federal Reserve, na última quarta-feira (27). Além de manter a taxa básica de juro próxima a zero, o Fomc (Federal Open Market Committee) apresentou perspectivas de recuperação para a economia norte-americana, animando os investidores, tendo em vista que amanhã, será revelada a primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA referente ao quarto trimestre de 2009

Por aqui,  após cinco sessões consecutivas de recuo, em dia marcado pela instabilidade nos mercados acionários, o indice doméstico conseguiu se descolar dos índices externos e encerrou com avanço, após oscilar entre os campos positivo e negativo. Os investidores aguardam a confirmação do nome do atual presidente do Fed Ben Bernanke para um novo mandato diante do BC norte-americano, e as bolsas norte-americanas operaram em queda no fechamento da bolsa brasileira.

IBOVESPA - Oscilando entre os 64.541 pontos e os 66.049 pontos, com um volume financeiro de R$ 6,38 bilhões,  o indice doméstico acabou fechando aos 65.587 pontos, representando uma alta de 0,80% sobre o fechamento anterior. No diário, em movimento lateral em LTB ( LInha de Tendência de Baixa ) , em canal de baixa.

Já o dolar comercial,  , foi ganhando forças à medida que os mercados começaram a emitir sinais de maior aversão ao risco. Com a nova intervenção do Banco Central no câmbio, a trajetória ascendente se consolidou e a moeda fechou esta quinta-feira  em alta pela oitava sessão consecutiva. A moeda norte-americana fechou cotada hoje a R$1,8670representando um avanço de 0,27% em relação ao fechamento anterior. No mes acumula valorização de 7,34%.No mercado paralelo foi  negociada  R$1,9800, representando um ágio de 6,05% em relação ao dólar comercial.


INDICES INTERNACIONAIS

Dow Jones - queda de 1,14% ( 19:00 )

Standard & Poor’s 500 - queda de 1,10% ( 19:00 )

NASDAQ - queda de 1,79% ( 19:00 )

FTSE 100 - queda de 1,37%

Nikkei – alta de 1,58%

Merval -  alta de 1,13%

WINFUT     alta de 1,18% -  65.760,00 pontos -   2009 – 81,97%

IBOVESPA alta de 0,80% -  65.587,81 pontos -   2009 – 81,88%

Segue abaixo o fechamento de hoje de principais ativos e ao lado acumul.  2009.

- BVMF3    alta     de 3,28%  -   12,60   ( MIN 12,26, MAX 12,60 )   107,98% 

- PETR4    alta      de 1,47%  -   34,61   ( MIN 33,87, MAX 34,69 )      60,64% 

- VALE5    alta       de  0,45%  -   42,15   ( MIN 41,42, MAX 42,89 )      76,64%

- GGBR4   alta       de  0,27%  -   25,60   ( MIN 25,11, MAX 26,25 )      93,49%

- ITUB4      alta       de  2,99%  -  36,89   ( MIN 35,64, MAX 36,89 )      48,24%

- CSNA3    alta       de 2,86%   -  54,29   ( MIN 53,09, MAX 54,75 )      90,45%

- USIM5     alta       de  2,42%   -  48,65   ( MIN 47,61, MAX 48,90 )     87,63%

- CYRE3    alta       de  0,64%   -  22,15   ( MIN 21,85, MAX 22,55 )     162,11%  

- RSID3     queda  de  3,33%  -  13,05   ( MIN 13,01, MAX 13,80 )     300,00%

IBOVESPA - Subiu 1,50% na primeira meia hora da sessão, máxima do dia , quando inverteu e entrou em movimento descendente até  por volta das 14:30 , quando atingiu a minima do dia. Inverteu novamente  e com boa recuperação ao final da sessão, acabou fechando aos 65.587 pontos, representando uma alta de 0,80% sobre o fechamento anterior. No diário, em movimento lateral em LTB ( LInha de Tendência de Baixa ) , em canal de baixa.

MIN do dia 64.541 pontos / MAX do dia 66.049 pontos

>

Sem Comentarios to “Mercado 28 de janeiro de 2010 – #421”

Deixe um Comentario

Currently you have JavaScript disabled. In order to post comments, please make sure JavaScript and Cookies are enabled, and reload the page. Click here for instructions on how to enable JavaScript in your browser.