Mercado 15 de março de 2010 – #446

@wmerino

"Se você acha que a educação é cara,

tenha a coragem de experimentar a ignorância."

( Derek Bok )

"Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou um castigo."
( J. Petit Senn )  

  • Consumidores brasileiros não lutam por seus direitos, diz especialista

    InfoMoney

    "Os consumidores brasileiros até conhecem um pouco dos seus direitos, mas não possuem o hábito de ir atrás deles". A afirmação é do especialista em educação financeira, Álvaro Modernell.

    "Temos uma situação bastante boa no Brasil quando o assunto é direito do consumidor. Nossa legislação sobre o assunto não é ruim. Ao contrário, em muitos outros países esse assunto é bem mais deficitário. Porém, muitas vezes, as pessoa até sabem que têm direito mas, por vergonha ou por preguiça, deixa de exigí-los", afirma Modernell.

    Ainda segundo o especialista, a falta de educação financeira também colabora para que o consumidor brasileiro muitas vezes não exija que seus direitos sejam cumpridos. "Uma pessoa só pode exigir algo que conhece, e poucos consumidores já leram o CDC (Código de Defesa do Consumidor). E esse é um assunto que impacta diretamente no bolso dos cidadãos e precisa fazer parte da educação financeira, porém ela ainda é muito pouco disseminada por aqui", completa.

    Educação financeira
    "Não é só no Brasil que a educação financeira não é bem disseminada". O especialista conta que há países mais bem educados financeiramente do que nós, mas também há muitos atrás de nós.

    "Fato é que as pessoas só perceberam a importância desse assunto há uns 8, 9 anos. Então há pelo menos uma centena de países mais atrasados do que nós quando o assunto é educação financeira. Mas o importante é que aqui no Brasil essa situação já começou a mudar e, com certeza, dentro de 3 ou 4 anos estaremos em uma situação bem melhor em termos de consciência do que é educação financeira", afirma.

    Porém garante que os resultados demorarão um pouco mais para serem notados. "Não se muda uma cultura em poucos anos, por isso os resultados demoram mais para vir. Mas tenho certeza que essa mudança já começou e que vai ser muito positiva para todos nós consumidores brasileiros", finaliza."

    Reclamações
    Os segmentos de cartões de crédito e de telefonia são os campeões de reclamações do consumidor. De acordo com o diretor do DPDC, Ricardo Morishita, quando as administradoras de cartões de crédito cobram taxas indevidas, elas devem ser denunciadas para que sejam multadas.

    No setor de economia, as dificuldades para conseguir a portabilidade do número do telefone, assegurada por lei, e para a troca de aparelhos são responsáveis pela maioria das reclamações.

    Segundo o ministro da Justiça, a entrada no mercado de consumo de 30 milhões de brasileiros que saíram da linha da pobreza aumentou o serviço das empresas, o que significa o reforço no aumento da vigilância sobre as relações de consumo." 

Lá fora, neste inicio de semana, enquanto os principais indices norte-americanos se apresentam sem tendência definida, as principais bolsas europeias encerraram a sessão em baixa,  pressionadas pela percepção de que a China irá adotar mais medidas para resfriar seu crescimento e pelo alerta do diretor da Moody´s, Pierre Cailleteau, quanto ao rating de crédito do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Rating : Em entrevista nesta manhã, o diretor da agência de classificação de risco revelou que os ratings dos dois países estão ameaçados e próximos de perderem a classificação soberana, em virtude do aumento substancial do custo da dívida de cada nação.

Grecia :  Líderes da União Europeia encontraram-se nesta segunda-feira para discutir um plano de ajuda à Grécia. A expectativa é que não seja necessário a aplicação de dinheiro na economia do país, mas “está na mesa uma proposta de assistência coordenada e condicionada”, disse o Comissário Econômico e Monetário da UE, Olli Rehn. No entanto, investidores não acreditam que as medidas de austeridade fiscais adotadas pela Grécia serão capazes de solucionar o problema.

Por aqui o indice doméstico seguindo a volatilidade dos mercados, encerrou marcando seu terceiro recuo consecutivo, refletindo também a queda na cotação das commodities.

IBOVESPA - Oscilando entre os 68.622 pontos e os 69.384 pontos, com um volume financeiro de R$ 10,63  bilhões, destes, R$ 5,03 bilhões opções , o indice doméstico acabou fechando aos 68.833 pontos, representando uma  queda de 0,46% sobre o fechamento anterior. No diário  em movimento lateral sinalizando Linha de Tendência de Baixa, ainda com  proximo SUPORTE   nos 68.573 pontos.

PIB : Após a divulgação de que o PIB brasileiro contraiu 0,2% em 2009, mas já mostrando reação, com alta de 2% no último trimestre do ano passado, os analistas do Morgan Stanley elevaram de 4,8% para 5,8% a projeção de expansão da atividade econômica do País.

Inflação e taxa básica de juros  : A previsão de inflação também foi elevada, subindo de 4,5% para 5% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ao final do ano, enquanto a expectativa para a taxa básica de juros anual foi mantida, em 11,0% também no final de 2010.

Já o dolar comercial, em meio à forte volatilidade vista ao longo do dia, que chegou consolidar uma trajetória de valorização durante a tarde, viu esta mesma movimentação perder forças ao final da sessão, encerrando esta segunda-feira estável, portanto se mantendo no menor patamar desde o último dia 13 de janeiro. A moeda norte-americana fechou cotada hoje a R$1,7620  representando estável em relação ao fechamento anterior. No mes a desvalorização é de 2,49%, e no ano a valorização é de 1,31%.

INDICES INTERNACIONAIS

Dow Jones – alta de 0,16% ( 17:30 )

Standard & Poor’s 500-  queda de 0,02% ( 17:30 )

Nasdaq - queda de 0,23% ( 17:30 )

FTSE 100 - queda de 0,37%

Nikkei – alta de 0,01%

Merval – queda de 0,37%

 WINFUT     queda  de 0,32% -  69.495,00 pontos -   2009 – 81,97%

IBOVESPA queda  de 0,46% -  69.023,75 pontos -   2009 – 81,88%    

Segue abaixo o fechamento de hoje de principais ativos e ao lado acumul.  2009.

- BVMF3    queda   de 1,10%  -   11,65  ( MIN 11,56, MAX 11,76 )   107,98% 

- PETR4    queda   de 0,78%  -   36,77   ( MIN 36,47, MAX 37,23 )    60,64% 

- VALE5    alta        de 0,62%  -    46,70   ( MIN 46,15, MAX 46,89 )    76,64%

- GGBR4   queda   de 0,66%  -   27,22   ( MIN 26,89, MAX 27,35 )    93,49%

- ITUB4      alta       de 0,59%  -    37,61    ( MIN 37,10, MAX 37,74)      48,24%

- CSNA3    queda   de 0,53%  -   67,79  ( MIN 67,00, MAX 67,97 )     90,45%

- USIM5     alta        de 1,77%  -   55,63   ( MIN 54,10, MAX 55,93 )     87,63%

- CYRE3    queda   de 2,08%  -   22,15   ( MIN 21,71, MAX 22,63 )   162,11%  

- RSID3     queda   de 3,37%  -   13,75   ( MIN 13,70, MAX 14,36 )    300,00%

IBOVESPA - Caiu 0,59% nos primeiros 10 minutos do pregão, e voltou a subir até as 11;20 horas , quando no campo positivo marcou a máxima do dia. Reverteu e passou o restante do intradya em queda e  acabou encerrando próximo a minima do dia aos 68.833 pontos, representando uma  queda de 0,46% sobre o fechamento anterior. No diário  em movimento lateral sinalizando Linha de Tendência de Baixa, ainda com  proximo SUPORTE   nos 68.573 pontos.

MIN do dia 68.222 pontos / MAX do dia 69.384 pontos 

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