21 Jul 2010

Boletim 21 de julho de 2010 – #510

Boletim Sem Comentarios

@ wmerino

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Prezados leitores :
Novamente lembrando matéria publicado nos boletins do dia 13 (#505) e 15 (#507), quando mencionei :
"É sabido através de pesquisas, notícias ou por simples conversas com pessoas próximas, que um percentual enorme da população parece estar em permanente situação  financeira delicada, com problemas acumulados e se avolumando, com pouca ou nenhuma perspectiva pessoal de solução, e isto tudo independentemente de a economia estar bem ou mal, de ter bom emprego ou não, de ganhar muito ou pouco, embora estas estas situações atuem como bons agravantes.
Então quais as razões disso ?"
Reproduzo abaixo, matéria publicada hoje na Infomoney, com recente pesquisa sobre a situação de grande parte dos consumidores brasileiros. Em ano eleitoral, que sabidamente as autoridades e políticos procuram mascarar noticias ruins, estão ai, para quem quiser enxergar, fortes indícios de que as coisas não andam assim tão bem, e que ao contrário,  sinalizam turbulências a frente e crescimento da inadimplência. Ninguém tenha duvidas, de que turbulências atingem a todos, mas principalmente à aqueles que já estejam em situação delicada. Citei no boletim do dia 15, as armadilhas do cartão de crédito, cheque especial, financiamentos, acumulo de carnes, etc., que na mão inversa da poupança e do investimento, mantém as pessoas em permanente situação de  fragilidade financeira. Não bastasse isso e para complicar ainda mais, as sinalizações sobre crescimento da taxa de juros ( reunião do COPOM esta semana ) e restrições ao crédito, tem sido bastante claras, fato que inequivocamente, irá complicar ainda mais a situação daqueles que estejam na posição de devedores, inadimplentes e até mesmo de credores, portanto :

    

REPETINDO O CONSELHO

Se tem dívidas, planeje para liquidá-las o mais rápido possível, pois se não o fizer, a tendência é de que aumentarão.

Porém enquanto não conseguir, pelo menos procure não fazer novas.

Tenha presente, que antecipar-se aos problemas, já significa metade da solução destes.

Lembre-se também, que prosperidade e dividas dificilmente andam na mesma direção.

Dividas se não as tem, parabéns, procure então disciplina, para poupar parte dos seus ganhos.

A partir dai você poderá se tornar um investidor, que significa poder fazer o dinheiro trabalhar para você e não você para ele.

Porém se for investir, tenha cuidado, informe-se, peça a ajuda de gente séria e competente.

Lembre-se, o futuro sempre  chega um dia, prepare-se para ele.

"A maioria das pessoas não planeja fracassar, fracassa por não planejar." ( John L. Beckley )

"Se você falha em planejar, está planejando falhar." ( Lair Ribeiro )

Mais de 70% dos endividados têm o cartão de crédito

 como principal pendência em julho


Fonte : Infomoney

"O cartão de crédito lidera a lista dos tipos de dívidas dos brasileiros em julho. De acordo com a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC (Confederação Nacional do Comércio), neste mês, 70,4% dos consumidores endividados têm dívidas com a moeda de plástico para arcar. A Peic, da CNC, é uma pesquisa mensal, iniciada em janeiro deste ano. Para compilar os dados, a CNC ouviu 17.800 consumidores de todas as capitais do País. 

Considerando as faixas de renda, a situação não muda muito, uma vez que entre aqueles com ganhos de até 10 salários mínimos, 70,8% têm dívidas no cartão de crédito, ao passo que entre os que ganham acima desse patamar, 67% estão na mesma situação.

De maneira geral, a Peic revelou que, em julho, 57,7% dos consumidores do País estão endividados , número maior que o registrado em junho, quando 54% estavam nessa situação.

Carnês, crédito pessoal e financiamento de carro

De acordo com a pesquisa, divulgada na terça-feira (20), o pagamento dos carnês e do financiamento do carro também estão na lista de dívidas dos brasileiros, atrás do cartão de crédito.

Na primeira modalidade, 21,5% dos consumidores têm dívidas. Entre os que ganham até 10 salários mínimos, 22,4% têm carnês a pagar, ao passo que 13,9% dos que recebem acima desse patamar estão na mesma situação.

No caso do financiamento de veículos, a situação se inverte: os que ganham mais estão mais endividados nessa modalidade que os que recebem menos. Na média geral, 11,2% dos pesquisados têm dívidas desse tipo neste mês.

Dentre os que recebem até 10 mínimos, 9,1% têm esse tipo de dívida para pagar, enquanto que, dentre os que ganham acima de 10 salários mínimos, o percentual é de 28,5%.

Considerando as dívidas no crédito pessoal, 10,6% dos consumidores têm esse comprometimento em julho. Na análise por faixa de renda, o nível de endividamento nessa modalidade é semelhante. Entre os que recebem até 10 mínimos, 10,6% têm dívidas desse tipo, ao passo que entre os de maior renda, 10,3% estão nessa situação.

Cheque especial, pré-datado e consignado

A Peic ainda revelou que, em julho, 7,6% dos brasileiros têm dívidas no cheque especial. Entre os pesquisados de menor renda, 6,8% têm dívidas nessa modalidade de crédito, ao passo que entre os que ganham acima de 10 salários mínimos, o percentual é de 13,3%.

No cheque pré-datado, o nível de endividamento é de 4%, entre os que ganham até 10 mínimos, e de 6,4%, entre os que recebem mais. Ao todo, 4,3% dos entrevistados têm dívidas com pré-datados neste mês. Segundo o estudo, 4,8% dos brasileiros têm empréstimo consignado para quitar em julho. Considerando os que ganham até 10 salários, 4,6% têm dívidas com essa modalidade de crédito, ao passo que, entre os de maior renda, 6,3% têm débitos com consignado para quitar.

Financiamento de casa

As prestações da casa própria também estão presentes na lista dos tipos de dívidas dos consumidores em julho, embora em proporção menor que os demais débitos. Neste mês, 3,6% possuem prestações para pagar. Considerando as faixas de renda, os que recebem mais de 10 salários mínimos estão mais endividados nessa modalidade (10,2%) do que os que recebem

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INFORMAÇÕES SOBRE  MERCADO FINANCEIRO DE HOJE

Os principais índices acionários norte-americanos ,   fecharam em queda o pregão de hoje. Após operarem instáveis ao longo do dia, a declaração cautelosa do presidente do Fed, Ben Bernanke, imprimiu forte queda aos índices ao deixar o mercado sem respostas claras quanto às ação da autoridade monetária no auxílio da economia do país.

Bernake - Falando ao Comitê Bancário do Senado dos EUA na tarde desta quarta-feira, o chairman do Fed não anunciou novas medidas, conforme especulado na véspera. As palavras revelam um Bernanke cauteloso, mantendo o tom de suas últimas declarações, bem como da última minuta do Fomc (Federal Open Market Committee), e contrariando projeções de muitos investidores e analistas que esperavam ainda uma sinalização mais clara dos próximos passos a serem tomados, como medidas de estímulo à economia. “Continuaremos monitorando o ambiente financeiro e econômico e seguimos preparados para agir quando necessário para promover um retorno à total utilização do potencial de nossa nação em um contexto de estabilidade dos preços”, afirmou o chairman logo na abertura de sua fala.

Os principais índices acionários europeus ,  encerraram em forte alta no pregão de hoje, impulsionados por resultados positivos de Fiat, Accor e Apple, entre outras. A movimentação no mercado de fusões e aquisições foi outro destaque da sessão.

Fusões e aquisições - Em dia de destaque ao cenário corporativo, a BP foi foco ao subir 3,21% em Londres após anúncio da venda de US$ 7 bilhões de seus ativos no EUA, Canadá e Egito à Apache para arrecadar recursos para um fundo destinado ao pagamento de indenizações em função do desastre no Golfo do México. O mercado de fusões e aquisições ainda foi movimentado pela compra da SSL International por parte da Reckitt Benckiser, fato que levou os papéis da adquirida a dispararem 33 % na bolsa inglesa.
             

IBOVESPA -    Diminuindo o ritmo de ganhos e chegando a operar no campo negativo, oscilando entre os  64.209 pontos e os  65.136 pontos, hoje com um volume financeiro de R$ 5,7 bilhões,  acabou fechando próximo da estabilidade, aos 64.476 pontos, representando uma valorização de 0,02% em relação ao fechamento anterior. No diário, em movimento lateral, encerrou com um DOGI, que significa indecisão e pode marcar um final de movimento ascendente.      

Já o dólar comercial, após alternar entre perdas e ganhos durante o intraday, consolidou uma trajetória de valorização no final do dia, acompanhando a piora no humor dos mercados gerada pelo discurso cauteloso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Dessa forma a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,7840  representando uma alta de 0,56% em relação ao fechamento anterior. No mês acumula desvalorização de 1,11% e no ano a valorização é de 2,46%.

INDICES INTERNACIONAIS 

USA -  Dow Jones - alta de 1,07%

USA -  S & P 500 -  queda de 1,28%

USA -  NASDAQ -  queda de 1,58%

ENG  -  FTSE 100 – alta de 1,46%

JAP -  Nikkei - queda de 0,23%

ARG -  Merval - queda de 0,68%

WINFUT       queda de 0,09% -  64.865,00 pontos -   2009  + 81,97%

IBOVESPA   alta     de 0,02% -  64.476,84 pontos -   2009   + 81,88%  

Segue abaixo o fechamento de hoje de principais ativos e ao lado acumulado 2009.

-  BVMF3      alta       de  0,50%  -   11,97  /  2009  + 107,98% 

-  PETR4      queda  de  0,54%  -   27,50   /  2009 +  60,64% 

-  VALE5       alta       de  0,61%  -  41,15 /  2009   + 76,64%

-  GGBR4     alta       de   1,44%   -  24,73  /  2009  + 93,49%

-  ITUB4        queda de   0,32%  -   37,09  /  2009  + 48,24%

-  CSNA3      alta       de  1,01%   -  27,91  /  2009  + 90,45%

-  USIM5       alta       de   2,63%  –   51,81   /  2009   + 87,63%           

-  CYRE3      queda de   0,78%  -   21,67   /  2009   + 162,11%  

-  RSID3       queda  de   1,41%  -   14,64  /  2009   + 300,00%

IBOVESPA – Entre altos e baixos, marcou a máxima do dia por volta das 10:30 horas, e a mínima do dia por volta das 15:50. Acabou fechando próximo da estabilidade, aos 64.476 pontos, representando uma valorização de 0,02% em relação ao fechamento anterior. No diário, em movimento lateral, encerrou com um DOGI, que significa indecisão e pode marcar um final de movimento ascendente.      

MIN do dia 64.209 pontos / MAX do dia 65.136 pontos 

      

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